Tom Clancy’s H.A.W.X

Na semana passada, a Esquadrilha da Fumaça passou aqui na minha cidade e fez o show de sempre. Vocês sabem como é: eles fazem corações e pinheiros de fumaça, dão alguns rasantes, e sobem bem alto para desligar o motor e religar quando já estão em queda livre, geralmente sobre a minha cabeça, o que eu considero ao mesmo tempo extremamente legal, por causa do espetáculo, e extremamente ruim, porque se a manobra der errado eu também me ferro.

Mas enfim, depois que o show tinha terminado, uma idéia passou pela minha cabeça: “Por que não fazer a análise de um jogo de aviões?” Então, eu comecei uma épica busca por um jogo que fosse ao mesmo tempo recente e suportado pelo meu computador velho e movido a carvão. E aqui está: Tom Clancy’s H.A.W.X.

Em H.A.W.X, você é um piloto de jatos de caça alguns anos no futuro, que trabalha para uma companhia militar privada, fazendo missões por todo o mundo. Inclusive no Brasil. E eu admito que foi bem divertido voar sobre o Rio de Janeiro. Sobre a Floresta Amazônica, nem tanto, pois não havia nada que realmente identificasse o lugar. Podiam ter me dito que era uma floresta na Europa ou na África que daria na mesma.

Wheee, voar pelo Rio de Janeiro é divertido!!!

De qualquer forma, você é enviado em missões para resolver conflitos de guerra. E aparentemente, o jogo acha que a única maneira de resolver conflitos é engrossando-os por alguns momentos, jogando algumas toneladas de bombas e mísseis. Sinceramente, eu acho que Tom Clancy deve ter uma verdadeira obsessão com guerras, porque eu não consigo me lembrar de algum jogo dele que não fosse sobre soldados americanos querendo resolver os conflitos pelo método de destruir tudo que se mova e tenha uma bandeira não-americana.

O trailer do jogo:

Agora, eu posso não ter muita experiência em relação a jatos de caça, mas se tem uma coisa que eu sei é que eles são rápidos pra burro. Então, se o jogo resolvesse retratá-los direito, basicamente seria mandar um míssil e alguns segundos mais tarde receber a informação de que algo 3 km atrás de você foi destruído. Mas como ninguém acharia graça nisso, os desenvolvedores da Ubisoft resolveram fazer os jatos tão rápidos quanto os teco-tecos da Esquadrilha da Fumaça, o que significa que o combate fica mais ou menos no nível dos aviões da Segunda Guerra Mundial. Se parece uma abordagem ruim, é porque é mesmo.

Ainda assim, depois de aprender os controles e conseguir fazer manobras sem constantemente bater nos prédios e explodir, eu comecei a me divertir bastante. Os controles são bem distribuídos e intuitivos, então eu consegui em cerca de uma hora pegar bem o jeito da coisa e começar a cortar o céu com um sorriso no rosto, aproveitando a vista com um céu bem feito e um chão bem detalhado, mas essa parte não conta pontos para os desenvolvedores do jogo, afinal eles só pegaram fotos de satélite, coisa que todos podemos fazer no Google Earth. O jogo tem vários aviões para você escolher, mas isso realmente não importa muito, pois todos são controlados da mesma maneira, e só servem como uma desculpa para você não ter que olhar para a mesma traseira com turbinas durante o jogo inteiro.

Acostume-se, você vai ver essas malditas turbinas o jogo inteiro.

Uma coisa que é realmente interessante é o fato de o jogo achar que nos próximos anos os aviões de guerra vão evoluir a níveis absurdos. Na verdade, até faz você se perguntar por que diabos eles ainda precisam de pilotos. O jogo tem um sistema de mira automática, que trava no alvo que você escolher, e tudo que você precisa fazer é apertar o botão de lançar míssil assim que estiver no alcance. Mas em alguns momentos, o jogo vai provar ser um extremo filho-da-mãe, e vai desligar o sistema de mira automática, além de te impedir de lançar mísseis, o que te deixa com uma metralhadora que até esse momento você nem tinha se preocupado em usar, de tão ruim que é. E acrescente isso ao fato de você precisar mirar em jatos inimigos que estão voando e fazendo manobras em alta velocidade, e o resultado é uma frustração imensa, te deixando com vontade de parar de jogar e fazer algo menos irritante, como ir lavar a louça ou arrumar a sala. Estou falando sério. O fato de os pilotos aliados não fazerem ações mais complicadas do que atacar ou defender também não ajuda muito.

Se é para ter um sistema de mira que faz tudo por você, então por que ele tem que "dar pau" em algumas partes do jogo?

Mas se tem uma coisa realmente ruim no jogo é a história. Basicamente, é assim (alerta de Spoilers):

O jogo começa quando David Crenshaw (o personagem controlado pelo jogador), que faz parte da unidade de elite H.A.W.X (High Altitude Warfare Experimental Squadron), termina uma missão para o exército dos EUA, na Cidade de Juárez, México. Depois disso, Crenshawe seus homens são recrutados pela corporação privada Artemis. Mas após algumas missões, a Artemis passa a trabalhar para Las Trinidad, e ataca os Estados Unidos. Crenshaw se recusa a ajudá-los então em vez disso se junta ao exército americano, e destroí as tropas da Artemis que atacaram e capturaram várias cidades americanas, além de roubar armas nucleares e ameaçar explodir metade do país.

Agora, me diga: o que diabos os caras da Artemis iam fazer depois que destruíssem os Estados Unidos? Iam se declarar reis do mundo? E onde diabos eles esconderam todas as ogivas nucleares roubadas? Ou melhor ainda, como diabos eles roubaram ogivas nucleares e ninguém percebeu?!

Mas, mesmo tendo uma história malfeita, eu gostei bastante de H.A.W.X. Na verdade, eu acho que ele até mesmo conseguiu me atrair para o gênero de jogos simuladores de vôo. Agora se me dão licença, eu vou pegar meus jatinhos e continuar fazendo manobras em volta do Cristo Redentor.

Wheeeeee!!!

Frase Final: Neeeooooowwwwwnnn BOOOOMM Ratatatatatata Aaaarrrggghh!!!

  1. Cara, vc é muito desligado, lógico que o caça influencia, e muito, pois cada um tem packs de armas diferentes e tem uns que só suportam os mísseis básicos, também conta muito na abilidade e facilidade de pilotagem, e a velociade tbm, até parece que vc nao olha os dados dos caças! ¬¬

    • diegolomac

      Bem, demorou para repararem, hein. Agora tenho que me justificar. Enfim, eu não digo que os caças não possuem características diferentes, é claro que cada um tem armas que influenciam nas lutas. Mas o que eu quero dizer é que colocar o desbloqueio dos caças como um prêmio, ou até mesmo pôr uma tela para selecionar o avião que você quer usar na missão, quando o jogo já está te dizendo qual é a melhor opção, faz com que esse recurso seja totalmente desperdiçado. Ele não tem um porquê para estar ali. Se o jogo não tivesse uma tela de seleção de avião, e já te colocasse direto na missão com um avião padrão, selecionado pelo próprio jogo por ter as características necessárias, isso não afetaria em nada a jogabilidade, e seria até mais prático. Na minha opinião, se você se preocupa tanto em escolher o avião, imagino que seja das forças aéreas, ou seu pai é piloto, ou você sempre sonhou em ser um piloto experiente e por isso pesquisa tudo sobre o assunto, ou algo do tipo.

  2. Como passa do nível 21!?

    • diegolomac

      Hahahahaha! Eu joguei isso há meses, você espera realmente que eu me lembre?

      Bem, eu tentei ajudar e procurei algum guia na internet que eu pudesse te passar, mas ao que parece só existem 18 níveis no total (eu nunca tinha contado). Tem certeza de que estamos falando do mesmo jogo? De qualquer forma, você pode acessar http://www.mahalo.com/tom-clancys-hawx-walkthrough e assistir aos vídeos te mostrando o que fazer.

  3. Sim, o capacete é idiota, mas não se preocupe, você nunca vai ver nada além da traseira do seu avião.

    (engano seu meu caro….)

    • diegolomac

      Ah, sim, se você apertar um botão você pode passar a encarar a parte lateral do avião a 3 km de distância. Pode até parecer que tem muita diferença pra quem nunca jogou, mas é basicamente a mesma coisa.

  1. Pingback: Análise de Tom Clancy’s H.A.W.X Publicada « Diego Machado: A recompensa está no fazer.

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