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Análise: Noé

Eu acho interessante saber que Noé é um filme que o estúdio considerou arriscado em todas as frentes possíveis. Eles originalmente tiveram o medo mais tradicional de que católicos fervorosos iriam se revoltar contra as liberdades que o filme toma em relação às escrituras interpretadas pela igreja, e que haveria alguma tentativa de boicotar o filme. Houve até discussões sobre a possibilidade de se reeditar o filme para deixá-lo mais de acordo com a versão convencional, algo a que o diretor Darren Aronofsky se opôs, levando assim ao lançamento para o cinema de sua visão original. E, mais curiosamente, houve o medo (aparentemente justificado, se você começar a ler os comentários se espalhando na internet sobre o filme) do filme também ser boicotado por ateus, que esnobariam o conceito de um filme baseado em uma história religiosa, independentemente de como ela fosse abordada, como uma das muitas tentativas que ateus fervorosos realizam hoje em dia de usar qualquer coisa como um dedo do meio entusiástico para quem crê em algo diferente deles. Isso chega a ser irônico, e levanta novamente a questão de qual é a diferença entre um religioso fanático e um ateu fanático, quando ambos tentam impor suas opiniões sobre o resto do mundo e ridicularizam qualquer um que discorde deles.

Enfim.

Noé é o mais novo filme de Darren Aronofsky, conhecido por sucessos cults como Pi (o filme bom e complexo de 1998, não aquele demo de efeitos visuais de duas horas de duração mal segurado por uma história de 2012), Requiem Para um Sonho, Cisne Negro, e Fonte da Vida. Ele conta a história bíblica que provavelmente é mais conhecida mundialmente depois de Jesus: Noé ouve de Deus que vai haver um dilúvio para purificar o mundo, ele constrói uma arca para preservar um casal de todos os animais, etc, etc. A novidade aqui é o ângulo pelo qual se analisa a história, que na minha opinião é não só extremamente interessante, como torna Noé provavelmente meu filme favorito de Aronofsky até agora.

Uma das coisas que fica mais clara é que o filme está ciente de toda a controvérsia que provavelmente irá causar com o público, e em vez de tomar a saída fácil e ignorar o problema, ele o ataca de frente. Em um determinado ponto do filme, Noé, interpretado por Russell Crowe, conta a versão que o filme interpreta do Gênesis, em seu estilo que mistura mitologia, fantasia e os livros apócrifos da Bíblia, e o resultado é uma mistura incrível de ciência e religião, onde uma montagem exibe a criação do universo, da Terra e a evolução das espécies de uma forma que poderia ter sido retirada de um documentário do Discovery Channel, enquanto a narração de Noé acompanha os eventos com trechos da Bíblia. Isso é uma abordagem extremamente inteligente, tratando os textos como alegoria em vez de fato, o que não é nem a idolatração incondicional dos religiosos extremistas, nem a atitude dismissiva da qualidade literária e imaginativa que é fornecida pelos ateus extremistas.

Neste filme, uma história clássica bíblica se junta a um espetáculo visual grandioso que remete em estilo ao filme dos Dez Mandamentos de Cecil B. DeMille com Charlton Heston. Houve uma época em que isso era o pão com manteiga das megaproduções hollywoodianas. Sério, você já reassistiu Os Dez Mandamentos recentemente? Porque as liberdades tomadas com o material são insanas, DeMille basicamente pegou a moldura da do Êxodo e usou como pretexto para fazer um filme sobre homens sarados, mulheres bonitas, rios de sangue, bolas de fogo, mares abrindo… basicamente, com todas as decapitações, demônios, gigantes, orgias, dragões que existem ao longo da Bíblia, não existe razão para não fazer filmes sobre ela. A única razão pela qual esse poço secou nas últimas décadas é porque a ascensão da moralidade organizada pela mídia finalmente conseguiu conter os desvios burocráticos que estúdios usavam como justificativa para colocar o que quiserem nos filmes (era muito mais fácil aprovar nudez e outros elementos adultos para serem divulgados em um filme bíblico do que em outros gêneros, se os criadores dissessem que o filme estava tentando se manter fiel às escrituras).

De qualquer forma, o assunto abordado pelo filme também tem a sorte de possuir um pouco mais de espaço para respirar sob a visão religiosa, pelo menos em certos setores: embora a maioria dos elementos da Bíblia passados a partir de Abraão sejam considerados fato quase unanimemente por todas as religiões bíblicas, as coisas são muito menos claras no que concerne o período anterior ao dilúvio, abrangendo não apenas a Arca de Noé, mas também o Gênesis, a queda de Lúcifer, o Jardim do Éden, Adão e Eva, Caim e Abel e assim por diante. Enquanto estudiosos mais fervorosos mantêm esses trechos como tão reais quanto os outros, muitos outros, incluindo líderes religiosos modernos, abordam esse material como sendo estritamente metafórico, algo propagado ainda mais pela disponibilidade atual que ferramentas como a internet fornecem dos textos apócrifos (textos bíblicos não-canônicos, ou seja, não reconhecidos como adequados para a versão sanitizada da Bíblia que costuma ser divulgada), incluindo o livro de Enoch e os Pergaminhos do Mar Morto, que continham versões realmente antigas de história bíblicas. A Arca de Noé dos apócrifos é extremamente diferente da versão simples de um velhinho bondoso salvando a família dela e um monte de bichinhos de uma chuva forte. Várias versões descrevem uma Terra pré-histórica que é completamente alienígena ao nosso mundo atual, onde anjos e demônios caminham pela terra, homens praticam magia e vivem centenas de anos, e gigantes, monstros, e semideuses chamados Nephilim vagavam a Terra.

Enfim.

A razão pela qual eu digo isso tudo é porque a abordagem que Aronofsky toma em Noé pode ser vista por muitos como apenas uma tentativa de transformar um texto bíblico em um Blockbuster, adicionando monstros e explosões, quando na verdade essa é uma versão que tem mais a ver com a história original. Também existem liberdades tomadas para adicionar alguns subtextos ambientalistas que funcionam muito bem na mensagem geral do filme em relação à postura que o protagonista tem com o resto da humanidade: os humanos pecadores comem carne por achar que os torna mais fortes, minam a terra até extrair todos os seus recursos, guerream e dobram a natureza para fazer seus desejos, enquanto que Noé e sua família são implicitamente vegetarianos e sabem como viver de forma mais equilibrada. E a ideia é de que a atitude do resto da humanidade está matando o planeta, tornando-o uma terra morta. Puxa, eu me pergunto se tem alguma mensagem aí no meio.

E eu devo admitir, o estilo estético do filme é absurdamente incrível. Aronofsky já provou no passado que ele sabe lidar bem com fotografia, mas Noé ultrapassa praticamente todos os seus trabalhos anteriores. Curiosamente, a parte que é menos explorada visualmente, quando você analisa em termos de tempo de filme, é justamente a parte com a qual as pessoas são mais familiares: os animais em si. Ah, eles aparecem chegando até a arca, com certeza, em cenas visualmente incríveis, mas todos simplesmente entram na arca e são postos para dormir com ervas por Noé e sua família. Em um ponto por volta da metade do filme, Noé e um grupo de anjos caídos estão defendendo a arca dos humanos pecadores que querem invadí-la, e é impossível não sentir uma oportunidade perdida de fazer alguns animais ajudarem, no estilo Crônicas de Nárnia.

No entanto, logo fica claro que esse não é o foco do filme. A partir do momento em que o dilúvio realmente começa, fica evidente que o tema principal do filme é explorar o decaimento psicológico de um ser humano tentando interpretar as intenções de uma força maior. E se você conhece os trabalhos anteriores de Aronofsky, você sabe que ninguém faz decaimento psicológico melhor do que ele. Deus nunca fala pessoalmente com Noé, no estilo árvore em chamas de Moisés. Em vez disso, a comunicação é feita por meio de alucinações em sonhos, que Noé deve interpretar por conta própria. Seria fácil cair ou na linha de “este homem está em uma linha direta com Deus” ou “este home é maluco”, mas aqui, é basicamente uma mistura das duas coisas, como se realizar as ordens de um ser todo poderoso cósmico seja algo tão acima da compreensão humana que você começa a gradualmente perder sua integridade mental e sua noção de bom senso, e gradualmente assume uma postura niilista que pode ser perigosa. E embora o filme possua uma quantidade considerável de cenas de ação, uma vez que a arca é fechada, o drama principal é o da família de Noé tendo que lidar com a possibilidade de que a devoção dele para com sua interpretação dos sonhos acabe o tornando mais perigoso do que a enchente lá fora. É uma virada praticamente genial: por mais da metade do filme, o público é levado a torcer pelo protagonista que tem como objetivo se garantir que todo o resto da humanidade morra por causa de seus pecados, apenas para na segunda metade dar uma virada de perspectiva e lembrar as pessoas que, de certo ponto de vista, esse cara é um psicopata.

No fim das contas, Noé é um filme corajoso, interessante, bizarro, e disposto a correr riscos de uma forma que não se vê muito hoje em dia. Não existe nada recente igual a ele, e eu definitivamente recomendo.

Top 11 Filmes de 2013

Yaaay, outro ano chega ao fim, e com ele chega também a vontade de fazer um lista de top 10 filmes do ano (ou top 11, neste caso). E pra variar, dessa vez eu superei os meus níveis massivos de procrastinação e realmente escrevi o maldito post.

Eu acho válido deixar avisado que, em primeiro lugar, essa é uma lista inteiramente subjetiva, envolvendo tanto os filmes que me divertiram mais, quanto os que eu acho que foram mais relevantes no contexto do ano (tanto em questão socio-cultural quanto em questão de mercado cinematográfico). Em segundo lugar, naturalmente, eu não tenho tempo para acompanhar tudo que sai. É bem possível que Capitão Phillips, A Herança de Mr. Banks, O Lobo de Wall Street e 12 Anos de Escravidão sejam as maravilhas que todos estão falando, mas eu preciso restringir essa lista a coisas que eu tenha assistido. Enfim: Leia o resto deste post

As porcarias aleatórias que eu fiz

Sim, eu sei, procrastinando em atualizar o site, buá, buá.

2012 foi uma ano muito produtivo pra mim, visto que quando você estuda cinema você é meio que forçado a fazer coisas relacionadas com o tema. Eu fiz algumas análises de filmes nacionais, apenas uma das quais eu tive coragem de colocar aqui, e andei fazendo análises pequenas de lançamentos internacionais em sites como filmow, que é basicamente a desculpa que eu dou para mim mesmo de não estar publicando nenhuma análise aqui.

Mas dane-se o que eu falei mal ou falei bem, eu sei que o que vocês querem saber é o que eu fiz por conta própria, porque eu sei que toda vez que um de vocês lê uma crítica que esfola completamente um filme ou jogo que você gosta, um dos primeiros pensamentos que passa pela sua cabeça é “o que será que vai ter para o almoço hoje?” Mas depois que vocês param de divagar, vocês pensam “eu queria ver se esse babaca consegue fazer melhor”.

E no geral a resposta é não. É muito mais fácil fazer uma crítica de um filme ruim do que é fazer um filme bom. E o problema é que quando você consegue enxergar os erros em um produto que foi feito por um crítico daquele produto, você ganhou. Você absorve todos os poderes dele , passa pela Ressureição e finalmente adquire o Prêmio que todos  os imortais almejam… não, espera, isso é Highlander. Leia o resto deste post

Vocês Receberiam os Piores Posts dos Meus Lindos Dedos

Erm… oi.

Faz tempo não?

UAU, sete meses exatamente. Não imaginei que já fosse tanto.

Então, erm… Vamos fingir que isso nunca aconteceu? É como eu costumo lidar com problemas. Aceitam? Não escrevam uma resposta nos próximos 3 segundos se aceitam.

Ótimo.

Para atualizar os leitores antigos que ainda não desistiram de acessar o blog pra ver se eu tomava vergonha na cara e colocava alguma coisa nova: eu consegui passar no vestibular e agora faço Audiovisual na USP. O que significa que agora, eu realmente tenho uma desculpa para falar como se soubesse mais do que vocês em relação a filmes! (*abaixa para evitar uma torta que a platéia tentou atirar na cara dele*)

Mas enfim, eu tenho visto muitas estreias de filmes brasileiros desde que comecei a estudar cinema, e uma das minhas matérias exige que eu escreva uma análise por semana desses lançamentos. Ora, será que eu sou um ser tão inferior ao ponto de me aproveitar disso como um jeito de ter o que publicar no meu blog? Sou sim, com certeza!!!

Então agora eu tenho facilmente coisas para escrever, pelo menos até o fim desse semestre que é o quanto essa matéria dura. Vamos começar o com filme Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios, baseado no livro de mesmo nome, Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios. (*começa a arfar para recuperar o fôlego*)

Leia a análise aqui.

Uma Análise de Filme Nova! GASP!!!

Ok, eu nunca cheguei a explicar, então vocês provavelmente devem se perguntar por quê eu parei de escrever análises de filmes e passei a escrever só as de games. Bem, em primeiro lugar, eu nunca consigo escrever a análise sem ter que falar uma grande parte da história, e acabo inevitavelmente estragando surpresas. Em segundo lugar, enquanto ainda é possível escrever análises de games um ou dois anos depois deles saírem e ainda ser lido, quando você escreve uma análise de filme você é praticamente obrigado a publicar na semana de estréia, porque depois disso ninguém mais se interessa. E eu não sou bom em lidar com prazos.

Mas com Gigantes de Aço eu não tive muita escolha. Eu fui assistir o filme em uma pré-estréia duas semanas antes do lançamento nacional (pessoalmente eu estou surpreso que o cinema da minha cidade tenha feito isso, porque eu já disse que moro no cu do mundo) na véspera de um feriado, então eu tive tempo mais do que suficiente para escrever. E é praticamente impossível estragar surpresas desse filme (leia a análise antes de tirar conclusões baseadas nesse comentário).

Leia a análise aqui.

NNNOOOOO!!! NNYAAAAAHHHH!!!

OK, antes de mais nada, lembra daquele post que eu fiz há algumas semanas falando sobre os caras do Extra Credits? Bem, eles arranjaram emprego no Penny Arcade TV, então a partir de agora você pode ver os vídeos deles aqui: http://www.penny-arcade.com/patv/show/extra-credits. E se você liga para videogames em qualquer plano de existência, você é praticamente obrigado a assistir isso.

Enfim.

Eu gosto de Star Wars. Eu gosto de tudo desde o barulho dos sabres de luz até o rosto sem expressão e ainda assim estranhamente intimidador do Darth Vader, passando pelos grunhidos do Chewbbaca e as frases sábias do Mestre Yoda. Sim senhor, a trilogia antiga do Star Wars é um clássico.

E aí veio aquele idiota do George Lucas e estragou tudo.

Não, eu não estou falando só da trilogia nova, eu admito sim que ela no geral é uma porcaria, mas ainda tem seus momentos, especialmente a luta entre Yoda e Imperador Palpatine (e eu juro que se alguém defender a criação do Jar Jar Binks como um personagem realmente divertido eu vou me enforcar com meu próprio intestino). O que eu estou reclamando é o fato de George Lucas não se cansar de mudar as cenas da trilogia antiga todas as vezes que faz uma remasterização nova. E eu acho que agora ele acabou de fazer a pior de todas.

Você se lembra da cena no final de “O Retorno de Jedi”, onde o Vader resolve ajudar o Luke e joga o Imperador no poço? Era um momento climático do filme, e um momento onde tudo finalmente era solucionado. E a parte mais incrível é que Vader não dizia nada. Ele só ficava lá, parado, olhando o Imperador eletrocutar Luke, seu filho, e olhava de um para o outro, tendo um debate interno, até finalmente decidir fazer a coisa certa e acabar com o Imperador de uma vez por todas. O grande tchans da cena está na falta de diálogo.

Até agora.

Na nova versão remasterizada para Blu-Ray, a cena foi editada, e inseriram um grito de “NÃÃÃÃÃÃOOOOO!!!!” feito pelo Vader que é completamente estúpido. Lembra no final de “A Vingança dos Sith”, quando o Vader gritava “não” por causa da mulher dele ter morrido? Já era idiota lá, e continua aqui. Eu suponho que o George Lucas queria justificar a existência daquele grito fazendo com que ele passasse a ser recorrente.

Aqui, olha só:

Sinceramente, eu estou cada vez mais convencido que a trilogia original foi tão boa desse jeito por puro acidente. O George Lucas claramente não tem a menor noção do que fez os filmes antigos dele serem bons, e ele faz questão de continuar mexendo neles, estragando mais e mais sua obra-prima. É deprimente.

Bem, mudando um pouco de assunto dentro do departamento “gritos idiotas”, eu assisti ao último filme do Harry Potter mês retrasado, e reparei novamente em algo que fica aparecendo desde o quinto filme: o grito do Voldemort.

Você sabe do que eu estou falando. Toda vez que o Voldemort lança um feitiço, ou está com raiva, ou faz praticamente qualquer coisa que requer esforço, ele solta um gemido que eu só consigo escrever como “NNNNNYAAAAAAAAAHHHHH!!!!”

Por exemplo:

(E isso é só no trailer do último filme, o filme em si tem ainda mais)

Não é ameaçador, não tem nada a ver com o personagem, só é cômico. Eu ainda não entendi o propósito disso, mas no último filme estava tão frequentemente que eu sinceramente perdi a conta de quantas vezes ele soltou o grito.

Erm, yep. Isso é basicamente tudo que eu tenho pra postar.

Ah, pera, tinha essa tirinha relacionada:

Comic #30

Tchau.

Análise de Left 4 Dead 2 Publicada

Bem, uma análise a mais pra vocês: a de Left 4 Dead 2, um jogo que está oficialmente começando a ter números ao ponto de ficar idiota. Leia aqui.

Ah, e se você gosta de zumbis e de humor britânico, eu recomendo que assista o filme Todo Mundo Quase Morto.

Agora.

Por que você ainda não saiu para alugar?

E Tenho Dito

Quando esse blog está com poucos posts, as chances são altas de que eu estou provavelmente perdendo tempo assistindo vídeos no youtube, de PC Siqueira a trailers de filmes. Está praticamente virando um problema. Minha consciência fala comigo mais ou menos assim (no estilo “anjo em um ombro, diabo no outro”):

Eu Bom: Hey, vamos escrever umas análises para o blog!
Eu Mau: Não! Vamos assistir maspoxavida! Mwa ha ha ha!
EU: Humm, não sei… eu meio que preciso escrever alguma coisa, só publiquei dois posts nesse mês…
Eu Mau: Mas pode aparecer um novo trailer para o novo filme do Tron a qualquer momento na internet!
EU: Uuh, tou dentro.
Eu Bom: Maldito seja, Eu Mau! Você ganhou dessa vez!

Então de qualquer forma, eu fico fuçando muitos trailers de filmes, até mesmo os velhos, que eu nunca assisti. E consegui fazer algumas obvservações. Por exemplo, eu posso confirmar que se eu tivesse visto o trailer dos filmes Evil Dead antes de realmente assistir um deles, não teria gastado duas horas da minha vida vendo algo que só é engraçado por ser incrivelmente idiota. E eu também percebi que todos os trailers de filmes desde o começo dos tempos foram narrados pelo mesmo cara.

Todo e qualquer filme, seja romance, ação, comédia, teve o trailer narrado por esse cara. O cara que soa como se tivesse passado os últimos trinta anos fumando cigarros dentro de uma chaminé industrial. Sabe, AQUELE cara. Ele até fez a voz no trailer do Evil Dead que eu vi; ele até está fazendo os trailers de filmes de terror de merda! Com os montes de filmes que saem todos os meses, pulando desesperadamente no meio do mercado para conseguir atenção, esse cara provavelmente teve uma vida REALMENTE ocupada. Eu aposto que ele até já deve ter narrado alguns trailers de filmes pornô…

“NESTE VERÃO, MONICA MATTOS SERÁ POSSUÍDA VIOLENTAMENTE POR UM ORNITORRINCO DE MOTOCICLETA! E ISSO É BASICAMENTE TUDO QUE ACONTECE!”

Eu queria ter conhecido esse cara. Não só porque ele com certeza tem contatos com todo mundo que é associado com cinema em todo o planeta. Eu queria saber o que o motiva, o que o faz narrar todos os trailers com tanta determinação. Eu queria dar uma caixa de charutos para ele de Natal.

Como trailers não têm créditos (a não ser a respeito do filme em si), eu não consegui saber o nome dele logo de cara. Eu achei que uma voz tão incrível assim precisaria ter um nome igualmente incrível, como Don Razputin Alvares, ou Ian Wellington Mc’Awesome, ou algo assim. Ele seria um homem de três metros de altura, com uma barba grossa, troncudo como uma geladeira, com dois olhos brilhantes, vestido com uma capa preta, com um ventilador embutido para efeito dramático, e usando uma bengala com uma caveira de urso no fim. Nós sairíamos juntos e ele impressionaria o público parando bandidos só com o poder de sua voz, enquanto eu fico com todas as garotas tímidas demais para se aproximarem dele.

A melhor coisa a respeito de ter o Don/Ian como amigo seria que ele consegue fazer qualquer frase soar interessante. Por exemplo:

EU: O que você vai querer, Don?
DON: EU ACHO QUE VOU ESCOLHER A SALADA DE BATATA!
EU: Droga, o garçom desmaiou de novo. Da próxima vez peça só um copo d’água.
DON: GARÇONS FRESCOS MALDITOS!
(todas as mulheres no quarteirão ficam instantaneamente apaixonadas)

Sendo o cara extremamente ocupado que eu sou, eu resolvi reservar um pouco de tempo para pesquisar mais sobre esse cara. Eu fiz pesquisas no Google! Eu folheei livros extremamente grossos sobre o assunto! Eu dancei conga com os tigres encantados de Marte! E finalmente descobri! Leia o resto deste post

Análise de Toy Story 3 Publicada

Dane-se, eu acho que vai demorar pelo menos mais um mês até resolverem devolver o meu computador velho. Então eu vou reunir o máximo de iniciativa possível e reescrever a análise de Príncipe da Pérsia do zero. E o pior é que o filme já saiu do cinema há tanto tempo, que vai acabar parecendo uma análise retrospectiva.

Nesse meio tempo, por que não ler minha análise de Toy Story 3, e entender por que é que todos que foram ver o filme choraram como menininhas, inclusive eu?

Nova Análise, e Novo Clipe do Ozzy

Bem, oi pra vocês. O computador do trabalho passou a bloquear a página de administrador do meu blog por alguma razão. Foi mal pela falta de Playlist.

Para compensar, aí vai o novo clipe daquela música do Ozzy Osbourne que eu tinha falado. É… bizarro. Muito bizarro.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

E além disso, tenho finalmente uma análise nova: a de Principe da Pér… ops, digo, Esquadrão Classe A. Você pode ler clicando nestas palavras.

Sim, a de Príncipe da Pérsia ainda não saiu. Não, eu não sei quando vai sair. O computador que tinha ela salva ainda está fora do meu alcance. Além disso, tenho provas esse fim de semana. Oh bem, não preciso ficar deprimido, ao menos eu tenho a minha saúde ATCHOO COFF sniff ah, merda.

Análise de Homem de Ferro 2 Publicada

Por causa do trabalho, cursinho e tudo o mais, eu demorei mais de uma semana para escrever a análise do Homem de Ferro 2, mas o que importa é finalmente ficou pronta e você pode ler aqui.

Ah, e o Lucas passou a semana inteira pegando no meu pé e insistindo que eu devia mencionar que tem uma cena perturbadora no filme onde um cara quebra a coluna. Ok então. Mencionado.

Análise de Alice no País das Maravilhas Publicada

Cheguei do trabalho, e estou fisicamente e mentalmente exausto. Ah, e publiquei a análise do Alice no país das Maravilhas. Aproveitem.

Prazos, Trailers Forçados e Outras Coisas

Se você costuma acessar este blog com frequência, já deve saber que prazos não são algo com que eu me relacione bem (comentários sobre eu ainda não ter escrito como foi minha viagem para o Prêmio Escola Voluntária podem muito bem ir se danar, eu estou há meses perseguindo a desgraçada que fugiu com as fotos do evento, e se ela estiver lendo isto que fique claro que eu digo “desgraçada” só pelo humor, porque eu não acho realmente isso, e adoraria conversar amigavelmente, e aproveitar a chance para deixá-la inconsciente, pegar as malditas fotos e sair correndo). Eu costumo começar a escrever uma análise ou um post semanas antes de publicá-lo, porque no meio do processo de escrita eu resolvo procurar material na internet para construir melhor meu comentário, e acabo ficando perdido do mar de informações completamente irrelevantes, mas que são tão legais de se ler que não consigo parar (muito obrigado, TV Tropes).

E por isso, em vez de estudar e fazer redações atrasadas. eu estou aqui, preso na internet de novo, como um daqueles personagens do Farenheit, que era totalmente hipnotizado pela televisão e não conseguia entender que existiam outras coisas a se fazer na vida, como ler bons livros. Só que o problema é que eu também posso ler livros NA internet, o que ferra ainda mais o sistema.

Mas o caso é que eu estou navegando na web enquanto ouço à trilha sonora do Kdabra, e realmente acho que seria interessante falar a respeito do assunto. Se você não sabe, Kdabra é o nome de uma nova série de TV da Fox que tem como protagonista o ator que fazia o Diego no Rebelde (um homônimo do qual eu não tenho absolutamente nenhum orgulho). Mas, se você tem uma TV a cabo, com certeza já sabia disso, porque o que eu quero comentar aqui é como a TV a cabo é praticamente tarada na questão de fazer propaganda de novas séries (não, eu não vou comentar sobre como a série com certeza é podre, porque se você é brasileiro e tem um cérebro totalmente funcional, você sabe que qualquer produção televisiva latino-americana que não seja um telejornal e/ou não seja da TV Cultura e/ou não tenha o Marcelo Tas é obrigatoriamente pútrida). Eu não estou exagerando, o programa só vai estrear nesta semana, mas os trailers já estão passando há mais de 5 meses. Leia o resto deste post

Análise de Zumbilândia Publicada

É tão bom ir ver um filme com nada além de diversão. Normalmente eu vou ver um filme esperando que ele cumpra promessas de uma boa história, trama envolvente, personagens bem contruídos, mas alguns filmes só querem fazer o espectador rir tanto que a mandíbula cai.

E é esse o espírito do filme que satiriza o apocalipse zumbi, sabiamente chamado Zumbilândia. Leia a análise aqui.

Cabeçalho Novo e Análise de Percy Jackson e o Ladrão de Raios Publicada

Alguns observadores mais atentos podem ter reparado que a imagem de cabeçalho do blog mudou. Estava na hora de colocar uma imagem que expressasse mais o conteúdo do blog. Até o fim do ano, é possível que o nome do blog e o endereço também mudem, mas não vamos nos apressar por enquanto. Ainda mais porque estou sem idéias para um nome novo, e as sugestões que tenho recebido de amigos vão de mal a pior, como por exemplo O Anal (de análise, e nada além disso).

Mudando um pouco de assunto (o assunto implora para ser mudado), há uma nova análise, sobre o filme Percy Jackson e o Ladrão de Raios, baseado no livro de mesmo nome. Leia a análise aqui.

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