Arquivo mensal: julho 2010

Análise de Prototype Publicada

Análises de jogos do estilo sandbox acabam ficando muito repetitivas depois de um tempo. A frase “você pode andar por aí sem cumprir as missões, batendo em tudo que encontra sem penalidades, e coletando itens para aumentar seus poderes” pode se aplicar tanto a Brütal Legend, Assassin’s Creed, ou Prototype, sendo que agora você pode ler a análise do último aqui.

Análise de Brütal Legend Publicada

Análises! Brütal Legend! Heavy Metal! Jogo para Xbox 360! Ozzy Osbourne! Leia aqui! Gasp!

Análise de Force Unleashed Publicada (Incluindo Conteúdo Extra)

Eu não vou nem falar sobre como o George Lucas não sabe quando é a hora de parar de pular para cima e para baixo no meio do estômago da franquia Star Wars, no desespero de arrancar mais alguma coisa que possa render dinheiro. Porque eu já falei isso na análise de Star Wars: The Force Unleashed – Ultimate Sith Edition (nome looongo) aqui.

Análise de Assassin’s Creed Publicada

Assassin’s Creed é um jogo longo, ok? Eu comecei a jogar ele no ano passado e só terminei agora (mas isso também tem a ver com meus horários malucos). Leia a análise aqui.

Análise de Toy Story 3 Publicada

Dane-se, eu acho que vai demorar pelo menos mais um mês até resolverem devolver o meu computador velho. Então eu vou reunir o máximo de iniciativa possível e reescrever a análise de Príncipe da Pérsia do zero. E o pior é que o filme já saiu do cinema há tanto tempo, que vai acabar parecendo uma análise retrospectiva.

Nesse meio tempo, por que não ler minha análise de Toy Story 3, e entender por que é que todos que foram ver o filme choraram como menininhas, inclusive eu?

Lendas Brütais e Duas Causas Justas – Caixinhas de Areia

Ok, então eu agora tenho um Xbox 360, o que significa que eu oficialmente não posso mais falar sobre como um jogo exige muito do processador como eu fiz com os efeitos de Batman: Arkham Asylum, e portanto eu preciso apontar outras coisas sobre desenvolvimento de  games que têm me incomodado ultimamente.

Em primeiro lugar, eu estive brincando bastante com o game Just Cause 2 (sim, eu traduzi errado no título do post, me processe), e posso dizer que é uma das coisas mais bizarras e caóticas que eu já vi. Os produtores do jogo dizem que o cenário é de 1000 quilômetros quadrados, e eu acredito sem contestar, porque tudo que você precisa fazer é pilotar um helicóptero para dar uma boa olhada no cenário e ver o quanto ele é estupidamente grande.

E depois se jogar do helicóptero, claro.

E isso é muito legal e interessante, ainda mais porque não há uma única tela de carregando entre as partes do mapa, o que significa que você pode simplesmente andar por todos os lados sem interromper o que está fazendo, mas eu preciso criar a pergunta: será que realmente o único ponto de venda, a única estratégia de marketing do jogo, é o tamanho do cenário? Antigamente, eu me lembro de jogos que faziam sucesso por causa de um sistema de combate fluido, como God of War, ou então por causa de uma boa história, como Grim Fandango. Mas ao que parece, hoje em dia todas as grandes sacadas já foram feitas, e as produtoras estão raspando o fundo do pote de inovações e ficando com inutilidades como essa.

Porque sim, o cenário grande é inútil. Se ele fosse reduzido a um centésimo do tamanho, o jogador ainda poderia ter uma quantia insana de liberdade, e ainda teria bastante espaço para explorar. E tudo isso sem precisar passar 20 minutos dirigindo de uma missão para a outra, que é um aspecto que está me fazendo criar mais e mais desprezo não só por esse jogo, mas pela maioria dos jogos de mundo aberto, os sandboxes.

Vamos explicar melhor a situação para quem não conhece o termo. Um sandbox é um jogo onde você não é obrigado a se focar totalmente na missão principal, e pode explorar o cenário livremente fazendo absolutamente nada de útil, ou então cumprindo missões secundárias. Ou seja, a série GTA é um bom exemplo de sandbox, porque por mais que ela tenha missões, quase todo mundo prefere simplesmente roubar um carro e sair atropelando todo mundo, por nenhuma razão melhor do que “porque eles podem”.

A culpa é sua, GTA, foi você quem começou esse pesadelo.

É claro que existem algumas variações, jogos que permitem um grau de exploração, mas sem deixar o jogador solto demais. Psychonauts é um bom exemplo, porque tem um cenário grande com vários personagens para encontrar e conversar, o que não é necessário para progredir com a história. Mas ainda assim, quando você está dentro das mentes, é razoavelmente linear.

Assassin’s Creed 1 e 2, por outro lado, possui um mundo razoavelmente amplo, vários itens para coletar que exigem exploração, e missões secundárias que podem ou não ser cumpridas para ganhar recompensas, o que são características fortemente encontradas em um jogo de sandbox. Mas ainda assim, eles insistem que o jogador preste atenção na história principal. Sim, você pode passar horas andando pelas cidades não fazendo absolutamente nada, mas o jogo eventualmente te dá alguns cutucões e te lembra que você tem uma trama para desvendar, o que é um bom recurso.

Mas o que realmente me preocupa é que hoje em dia todos os jogo sentem que a única maneira de serem populares é tendo uma parte sandbox. Brütal Legend, que eu tenho jogado ultimamente, é um jogo de ação e aventura com elementos de estratégia em tempo real (ou RTS, para um nome mais breve), e possui um cenário aberto, com itens para coletar, missões para cumprir, etc. E funciona bem, você pode deixar as missões de lado por um instante e explorar um cenário inspirado em várias capas de discos de heavy metal, ouvindo Motörhead, Megadeth, Ozzy Osbourne e mais uma carrada de bandas. Mas o problema é que você precisa explorar o mapa para conseguir desbloquear comandos para as suas tropas, e ataques que são essenciais para vencer uma batalha. Será que não faz mais sentido me ceder essas habilidades à medida que eu avanço na história, em vez de me obrigar a andar por horas pelo cenário, esperando tropeçar nelas eventualmente?

Quer dizer, você até pode tentar jogar sem encontrar esses itens, mas é o equivalente a entrar em uma competição de esgrima usando uma baguete.

Então, o que eu estou querendo dizer é: elementos de sandbox são, sim, interessantes, pois podem prender a atenção do jogador mesmo quando ele não está interessado na história. Mas existem limites. Não tornem o cenário tão aberto ao ponto de que seja entediante se locomover por ele, e principalmente, não nos obriguem a explorar tudo só para conseguir técnicas de combate essenciais para o progresso da história.

Ok, chega de ser sério:

P: Por que não se deve colocar o quibe dentro do freezer?

R: Porque lá dentro ele esfirra.

Pode me odiar.

Copas e Videogames

Argh, graças a Deus, a participação do Brasil na Copa acabou! Agora todos podem parar de fingir que são patrióticos, e voltar a reclamar que esse é o país que não vai pra frente.

E aliás, por que todos ficam comemorando tanto pela Argentina ter saído logo em seguida? Eu estava em um restaurante quando o jogo da Argentina acabou, e um velhinho disse “Bem feito, eles são muito metidos à besta!” e a velhinha que estava com ele completou “É, eles acham que o futebol deles é o melhor do mundo!” Jesus, vocês não conseguem se enxergar?! Eu sinceramente tive que me controlar para não mandar o casal pra um lugar um tanto quanto desagradável.

“Ah,” você pode dizer, “tenta ir pra Argentina então pra ver se você vai ser bem recebido.” Não, eu não vou. Provavelmente 90% dos brasileiros que entram na Argentina correm o risco de levar porrada. E sabe o que mais? Eu acho que a Argentina tem todo o direito de fazer isso, quando eles tem que aguentar um país vizinho que gosta de ficar esfregando os cinco títulos de Copa na cara de todo mundo, que não aceita nenhuma crítica de fora sobre o desempenho do próprio time, que é hipócrita ao ponto de passar a ignorar totalmente a Copa depois que sai (vai ver se os times africanos eliminados pararam de torcer), e que acha que precisa ressaltar a cada quatro anos que “o Brasil é o único país que participou de todas as Copas.” Foda-se.

Em outras novidades, comprei um Xbox 360, então a partir de agora vou ter mais oportunidades para análises de jogos, já que agora os games rodam direito, permitindo que eu acabe com mais deles mais rápido. Fiquem ligados.

Telefone Fantasma

Como qualquer um que é jovem ao ponto de me olharem estranho quando eu digo que Soylent Green é gente (acabei de estragar um filme para você), eu adoro meu celular. Eu adoro os botões coloridos, o revestimento brilhante, e o monte de programas que eu absolutamente nunca uso mas gosto de saber que estão lá simplesmente para poder dizer que tenho. Sim senhor, meu celular. Não há nada que eu precise dele que não seja prontamente atendido.

Ah, e ele é assombrado.

Eu juro que é.

Eu fiquei um pouco surpreso na primeira vez que aconteceu. Eu simplesmente estava no meio da sala de aula, quando de repente o telefone toca. Eu tirei ele discretamente do bolso, para que o professor não tivesse um chilique, tomasse o aparelho, e se trancasse choramingando no banheiro até que nós pedíssemos desculpas e disséssemos que realmente queríamos saber mais sobre como uma enguia marinha defeca.

Eu olhei o identificador de chamadas, e estava mostrando desconhecido. “Ora”, eu pensei, “isso não é nada de mais, meu celular pode ter tido um problema em rastrear a chamada”. Eu não atendi, pelas razões mencionadas antes.

Isso aconteceu várias vezes durante as últimas semanas de cursinho. Mas eu só achei que era assombrado a partir de hoje. Depois que saí do cursinho e já estava em casa, no meu quarto, ele tocou de novo. Novamente desconhecido. Esse foi o momento em que eu comecei a pensar um pouco mais no assunto. Será possível que o mesmo número ficou me ligando todas as semanas durante o mesmo período da manhã, o mesmo número não identificado, para agora finalmente ligar em um momento em que eu poderia atender?

Eu comecei a imaginar as possibilidades – tinha uma pessoa mantida em cativeiro por traficantes do outro lado da linha, e ela tinha um telefone quebrado que só estava discando para um número. Essa pessoa havia tentado desesperadamente entrar em contato com esse número para pedir ajuda, e agora por causa da minha demora de semanas para atender ela havia tentado em outro horário, mas atender era muito perigoso, porque os traficantes provavelmente grampearam o telefone, e eles me procurariam também. Eu iria até a polícia e seria colocado sob proteção, mas no fim seria encontrado e precisaria lutar contra o vilão no meio de uma fábrca de drogas. Eu venceria e ele cairia numa piscina de lixo tóxico, e eu acharia que ele havia morrido, mas ele voltaria depois como meu pior inimigo, CRACK-MAN…

Eu parei de pensar na história antes que ficasse muito idiota. Se realmente havia alguém em perigo do outro lado da linha, então era meu dever como cidadão atender, principalmente porque a pessoa parecia muito focada em ligar especificamente para mim. Eu peguei o telefone, levei até o ouvido, e atendi.

Nada.

Bom sinal.

Eu fiquei escutando mais alguns segundos, para ver se conseguia escutar alguma voz ao fundo, ou qualquer coisa. Depois de alguns segundos, eu achei que seria sensato fazer algo a respeito, e falei alô.

Houve um grito de volta.

HA, te peguei.

Não, não houve. continuou totalmente quieto, como o intestino do Gandhi durante um protesto de fome. Eu tentei falar mais algumas vezes, mas ainda assim nada aconteceu, até que eu enjoei e desliguei o telefone.

Então o mistério da ligação sem nome me rodeia até agora, onde eu estou sentado escrevendo essa atualização inútil. O que era, afinal? O fantasma do usuário anterior do telefone? Dificilmente, o celular estava muito limpo para ter sido usado, e além disso, é um modelo novo, seu idiota.

Então o quê?

Eu tenho uma teoria. É o tipo de coisa que eu gosto de pensar quando estou sem nada para fazer. Eu sempre imaginei que, se em algum momento da minha vida eu descobrisse como me comunicar comigo mesmo no passado, eu passaria as informações necessárias para me tornar rico e famoso. Você sabe, números de loteria, o código-fonte do meu primeiro jogo, um par de óculos que passasse diretamente para o meu cérebro conselhos sobre o que fazer num primeiro encontro, coisas do tipo. O que eu acho é o seguinte: meu eu do futuro conseguiu desenvolver algum dispositivo que consegue realizar ligações para telefones de qualquer época, e tentou entrar em contato comigo nesses últimos dias. Ele tentou ligar para mim no cursinho, porque provavelmente no futuro essa é a posição de onde o celular pega melhor, mas acabou desistindo do lugar porque eu não atendia. Então, ele conseguiu ligar na minha cassa, mas descobriu que embora consiga estabelecer a ligação, ele não consegue enviar o som para o passado (inventor imbecil).

Certo então. Eu já sei o que fazer. A internet provavelmente ainda vai existir no futuro distante, o que significa que este blog ainda irá existir. Meu eu futuro, após conseguir resolver o problema com o envio de som, irá olhar estas páginas para encontrar referências de quando ligar. Pronto, futuro eu? A data que você está procurando é 02 de julho, 2010. Eu vou esperar por você por volta das 21:00 dentro do meu cubículo no trabalho. Vou deixar o celular em cima da minha mesa.

OK, eu vou manter vocês atualizados a respeito das futuras aventuras de mim e meu eu futuro assim que elas começarem. Fiquem ligados!

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