Arquivo da categoria: Pessoal

Top 11 Filmes de 2013

Yaaay, outro ano chega ao fim, e com ele chega também a vontade de fazer um lista de top 10 filmes do ano (ou top 11, neste caso). E pra variar, dessa vez eu superei os meus níveis massivos de procrastinação e realmente escrevi o maldito post.

Eu acho válido deixar avisado que, em primeiro lugar, essa é uma lista inteiramente subjetiva, envolvendo tanto os filmes que me divertiram mais, quanto os que eu acho que foram mais relevantes no contexto do ano (tanto em questão socio-cultural quanto em questão de mercado cinematográfico). Em segundo lugar, naturalmente, eu não tenho tempo para acompanhar tudo que sai. É bem possível que Capitão Phillips, A Herança de Mr. Banks, O Lobo de Wall Street e 12 Anos de Escravidão sejam as maravilhas que todos estão falando, mas eu preciso restringir essa lista a coisas que eu tenha assistido. Enfim: Leia o resto deste post

As porcarias aleatórias que eu fiz

Sim, eu sei, procrastinando em atualizar o site, buá, buá.

2012 foi uma ano muito produtivo pra mim, visto que quando você estuda cinema você é meio que forçado a fazer coisas relacionadas com o tema. Eu fiz algumas análises de filmes nacionais, apenas uma das quais eu tive coragem de colocar aqui, e andei fazendo análises pequenas de lançamentos internacionais em sites como filmow, que é basicamente a desculpa que eu dou para mim mesmo de não estar publicando nenhuma análise aqui.

Mas dane-se o que eu falei mal ou falei bem, eu sei que o que vocês querem saber é o que eu fiz por conta própria, porque eu sei que toda vez que um de vocês lê uma crítica que esfola completamente um filme ou jogo que você gosta, um dos primeiros pensamentos que passa pela sua cabeça é “o que será que vai ter para o almoço hoje?” Mas depois que vocês param de divagar, vocês pensam “eu queria ver se esse babaca consegue fazer melhor”.

E no geral a resposta é não. É muito mais fácil fazer uma crítica de um filme ruim do que é fazer um filme bom. E o problema é que quando você consegue enxergar os erros em um produto que foi feito por um crítico daquele produto, você ganhou. Você absorve todos os poderes dele , passa pela Ressureição e finalmente adquire o Prêmio que todos  os imortais almejam… não, espera, isso é Highlander. Leia o resto deste post

Vocês Receberiam os Piores Posts dos Meus Lindos Dedos

Erm… oi.

Faz tempo não?

UAU, sete meses exatamente. Não imaginei que já fosse tanto.

Então, erm… Vamos fingir que isso nunca aconteceu? É como eu costumo lidar com problemas. Aceitam? Não escrevam uma resposta nos próximos 3 segundos se aceitam.

Ótimo.

Para atualizar os leitores antigos que ainda não desistiram de acessar o blog pra ver se eu tomava vergonha na cara e colocava alguma coisa nova: eu consegui passar no vestibular e agora faço Audiovisual na USP. O que significa que agora, eu realmente tenho uma desculpa para falar como se soubesse mais do que vocês em relação a filmes! (*abaixa para evitar uma torta que a platéia tentou atirar na cara dele*)

Mas enfim, eu tenho visto muitas estreias de filmes brasileiros desde que comecei a estudar cinema, e uma das minhas matérias exige que eu escreva uma análise por semana desses lançamentos. Ora, será que eu sou um ser tão inferior ao ponto de me aproveitar disso como um jeito de ter o que publicar no meu blog? Sou sim, com certeza!!!

Então agora eu tenho facilmente coisas para escrever, pelo menos até o fim desse semestre que é o quanto essa matéria dura. Vamos começar o com filme Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios, baseado no livro de mesmo nome, Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios. (*começa a arfar para recuperar o fôlego*)

Leia a análise aqui.

Projeto Icarus – Bioshock Infinite

É interessante como você pode se tornar algo que sempre se detestou se não tomar cuidado. Me deixe te explicar o conceito de um fanboy: fanboys idolatram um livro/filme/jogo/etc a um ponto extremo, mas chegam a levar isso a um patamar doentio. E não existe nada pior do que escutar um fanboy na hora de fazer uma continuação para a sua obra. Fanboys são idiotas que colocam a obra em um pedestal, e nunca, NUNCA vão ficar felizes com nenhuma alteração que você faça. Eles querem segurar a obra e fazer carinho dar banho e impedir que ela seja machucada por esse mundo feio e malvado. O quanto antes você calar a boca deles, mais feliz você ficará.

Do que eu estava falando? Ah sim, o novo Bioshock.

A produtora Irrational Games, que nunca consegue decidir o próprio nome direito, anunciou há algum tempo sobre o Projeto Icarus, o nome em código para o novo game que eles estavam desenvolvendo. Agora, foi revelado que esse jogo é na verdade um terceiro Bioshock, Bioshock Infinite, que dessa vez não se passa na cidade submersa de Rapture, mas sim na cidade voadora de Columbia. Leia o resto deste post

Ataque dos Corbynes

Depois de cerca de um mês e nenhuma visita de mim mesmo do futuro, eu estou oficialmente descartando a teoria de que meu celular consegue receber ligações de uma máquina do tempo. Se você não sabe do que eu estou falando, leia isto.

Mas o caso é que, eu estava no cursinho outro dia, e como não conseguia encontrar forças para prestar atenção na aula, meu olhar foi dirigido para algumas dezenas de celulares nas mãos e bolsos de outros alunos da sala. E eu acabei reparando que eram iguais ao meu.

Meu celular é daqueles desenvolvidos especificamente para adolescentes metidos à besta que gostam de aparelhos moderninhos mas não são ricos o suficiente para comprar um iPhone. Se eu realmente precisasse descrever eu diria algo na faixa de “parece que o iPhone foi esmurrado algumas vezes e caiu dentro de uma lata de tinta”. Ele tem um formato torto na lateral, e algumas partas possuem cores vibrantes, sendo que as do meu são amarelas, e me deixam tão envergonhado em público que eu me esforcei para cobrir a maior parte dele possível com preto. Tem uma tela touch-screen e vários menus e botões coloridos dentro dela. Não é a coisa mais empolgante do universo, eu sei.

E ainda assim, tinha algo estranhamente hipnótico em ver várias pessoas mexendo nos celulares, e eu estava lutando contra uma vontade irresistível de tirar o meu do bolso e arriscar ser pego pelo professor. E eu tenho certeza que todos na sala estavam sentindo algo parecido, porque a cada minuto que passava eu via mais e mais celulares. E o que é pior, TODOS ERAM IGUAIS AO MEU.

"Toda resistência é inútil!"

Eu fui para a Bienal do Livro nesse fim de semana, e havia pessoas com isso lá também. Também tem outros com colegas da minha escola antiga que eu encontrei outro dia. E quando eu fui obrigado a me apresentar para o exército (fui dispensado, e convido todos os examinadores a morrerem de derrame) eu vi mais alguns com os outros caras que foram convocados para os exames. Foi aí que eu comecei a ficar desconfiado, então um dia eu fui olhar a caixa na minha estante, anotei o nome do modelo e guardei na minha memória sem fundo para fatos inúteis.

“Samsung Corby” é o nome. Um nome  bem estúpido se você me perguntar, parece o que um papagaio diria se fosse estrangulado no fundo de uma piscina. A Samsung é uma companhia mundialmente famosa. Você sabe o que a maioria das companhias mundialmente famosas têm? Websites!

Então eu acessei a página e procurei mais informações, incluindo uma dizendo que o produto foi especialmente desenvolvido para agradar à população mais jovem e descolada.

Então eu suponho que poderia simplesmente ser uma tentativa mal-interpretada por mim de atingir um público extremamente específico.

Poderia ser.

Ou.

OU.

Você já assistiu “Ataque dos Invasores de Corpos”? Aquele que eu também não assisti (assisti o remake recente), com um monte de atores que eu não conheço? Nele, uma praga alienígena é espalhada por uma plantinha alienígena que uma pessoa deu para outra pessoa de presente. E se em vez de uma plantinha, fosse um metal alienígena, possivelmente espalhado em uma região bem grande? E se alguém, talvez hipnotizado pelos raios alienígenas, coletasse esse metal e fizesse, digamos, chips de telefone com ele?

Explicaria muito. Explicaria como tem pelo menos um em todos os lugares que eu vou. Explicaria por que eles parecem estranhamente magnéticos. (epifania) Gasp! E explicaria por que os alunos da minha sala que eu mencionei no começo desse post começaram a agir como uns bostas metidos alguns minutos mais tarde! Eles estavam possuídos pelo celular alienígena!

Bem, para mim o assunto está resolvido. Eu vou começar a carregar a maior marreta possível toda vez que sair de casa, e se eu vir um desses celulares eu vou reduzir a coisa maligna a cacos. Se vocês pudessem fazer a mesma coisa eu ficaria incrivelmente grato, assim como o dono do celular. O futuro vai te lembrar como um patriota, mesmo que te encham de porrada no presente!

Certo, de volta ao trabalho.

Copas e Videogames

Argh, graças a Deus, a participação do Brasil na Copa acabou! Agora todos podem parar de fingir que são patrióticos, e voltar a reclamar que esse é o país que não vai pra frente.

E aliás, por que todos ficam comemorando tanto pela Argentina ter saído logo em seguida? Eu estava em um restaurante quando o jogo da Argentina acabou, e um velhinho disse “Bem feito, eles são muito metidos à besta!” e a velhinha que estava com ele completou “É, eles acham que o futebol deles é o melhor do mundo!” Jesus, vocês não conseguem se enxergar?! Eu sinceramente tive que me controlar para não mandar o casal pra um lugar um tanto quanto desagradável.

“Ah,” você pode dizer, “tenta ir pra Argentina então pra ver se você vai ser bem recebido.” Não, eu não vou. Provavelmente 90% dos brasileiros que entram na Argentina correm o risco de levar porrada. E sabe o que mais? Eu acho que a Argentina tem todo o direito de fazer isso, quando eles tem que aguentar um país vizinho que gosta de ficar esfregando os cinco títulos de Copa na cara de todo mundo, que não aceita nenhuma crítica de fora sobre o desempenho do próprio time, que é hipócrita ao ponto de passar a ignorar totalmente a Copa depois que sai (vai ver se os times africanos eliminados pararam de torcer), e que acha que precisa ressaltar a cada quatro anos que “o Brasil é o único país que participou de todas as Copas.” Foda-se.

Em outras novidades, comprei um Xbox 360, então a partir de agora vou ter mais oportunidades para análises de jogos, já que agora os games rodam direito, permitindo que eu acabe com mais deles mais rápido. Fiquem ligados.

Telefone Fantasma

Como qualquer um que é jovem ao ponto de me olharem estranho quando eu digo que Soylent Green é gente (acabei de estragar um filme para você), eu adoro meu celular. Eu adoro os botões coloridos, o revestimento brilhante, e o monte de programas que eu absolutamente nunca uso mas gosto de saber que estão lá simplesmente para poder dizer que tenho. Sim senhor, meu celular. Não há nada que eu precise dele que não seja prontamente atendido.

Ah, e ele é assombrado.

Eu juro que é.

Eu fiquei um pouco surpreso na primeira vez que aconteceu. Eu simplesmente estava no meio da sala de aula, quando de repente o telefone toca. Eu tirei ele discretamente do bolso, para que o professor não tivesse um chilique, tomasse o aparelho, e se trancasse choramingando no banheiro até que nós pedíssemos desculpas e disséssemos que realmente queríamos saber mais sobre como uma enguia marinha defeca.

Eu olhei o identificador de chamadas, e estava mostrando desconhecido. “Ora”, eu pensei, “isso não é nada de mais, meu celular pode ter tido um problema em rastrear a chamada”. Eu não atendi, pelas razões mencionadas antes.

Isso aconteceu várias vezes durante as últimas semanas de cursinho. Mas eu só achei que era assombrado a partir de hoje. Depois que saí do cursinho e já estava em casa, no meu quarto, ele tocou de novo. Novamente desconhecido. Esse foi o momento em que eu comecei a pensar um pouco mais no assunto. Será possível que o mesmo número ficou me ligando todas as semanas durante o mesmo período da manhã, o mesmo número não identificado, para agora finalmente ligar em um momento em que eu poderia atender?

Eu comecei a imaginar as possibilidades – tinha uma pessoa mantida em cativeiro por traficantes do outro lado da linha, e ela tinha um telefone quebrado que só estava discando para um número. Essa pessoa havia tentado desesperadamente entrar em contato com esse número para pedir ajuda, e agora por causa da minha demora de semanas para atender ela havia tentado em outro horário, mas atender era muito perigoso, porque os traficantes provavelmente grampearam o telefone, e eles me procurariam também. Eu iria até a polícia e seria colocado sob proteção, mas no fim seria encontrado e precisaria lutar contra o vilão no meio de uma fábrca de drogas. Eu venceria e ele cairia numa piscina de lixo tóxico, e eu acharia que ele havia morrido, mas ele voltaria depois como meu pior inimigo, CRACK-MAN…

Eu parei de pensar na história antes que ficasse muito idiota. Se realmente havia alguém em perigo do outro lado da linha, então era meu dever como cidadão atender, principalmente porque a pessoa parecia muito focada em ligar especificamente para mim. Eu peguei o telefone, levei até o ouvido, e atendi.

Nada.

Bom sinal.

Eu fiquei escutando mais alguns segundos, para ver se conseguia escutar alguma voz ao fundo, ou qualquer coisa. Depois de alguns segundos, eu achei que seria sensato fazer algo a respeito, e falei alô.

Houve um grito de volta.

HA, te peguei.

Não, não houve. continuou totalmente quieto, como o intestino do Gandhi durante um protesto de fome. Eu tentei falar mais algumas vezes, mas ainda assim nada aconteceu, até que eu enjoei e desliguei o telefone.

Então o mistério da ligação sem nome me rodeia até agora, onde eu estou sentado escrevendo essa atualização inútil. O que era, afinal? O fantasma do usuário anterior do telefone? Dificilmente, o celular estava muito limpo para ter sido usado, e além disso, é um modelo novo, seu idiota.

Então o quê?

Eu tenho uma teoria. É o tipo de coisa que eu gosto de pensar quando estou sem nada para fazer. Eu sempre imaginei que, se em algum momento da minha vida eu descobrisse como me comunicar comigo mesmo no passado, eu passaria as informações necessárias para me tornar rico e famoso. Você sabe, números de loteria, o código-fonte do meu primeiro jogo, um par de óculos que passasse diretamente para o meu cérebro conselhos sobre o que fazer num primeiro encontro, coisas do tipo. O que eu acho é o seguinte: meu eu do futuro conseguiu desenvolver algum dispositivo que consegue realizar ligações para telefones de qualquer época, e tentou entrar em contato comigo nesses últimos dias. Ele tentou ligar para mim no cursinho, porque provavelmente no futuro essa é a posição de onde o celular pega melhor, mas acabou desistindo do lugar porque eu não atendia. Então, ele conseguiu ligar na minha cassa, mas descobriu que embora consiga estabelecer a ligação, ele não consegue enviar o som para o passado (inventor imbecil).

Certo então. Eu já sei o que fazer. A internet provavelmente ainda vai existir no futuro distante, o que significa que este blog ainda irá existir. Meu eu futuro, após conseguir resolver o problema com o envio de som, irá olhar estas páginas para encontrar referências de quando ligar. Pronto, futuro eu? A data que você está procurando é 02 de julho, 2010. Eu vou esperar por você por volta das 21:00 dentro do meu cubículo no trabalho. Vou deixar o celular em cima da minha mesa.

OK, eu vou manter vocês atualizados a respeito das futuras aventuras de mim e meu eu futuro assim que elas começarem. Fiquem ligados!

Terceira Playlist

Jesus, está frio aqui. Bem, de qualquer forma: quando o assunto é música, não dá pra errar com Beatles. Ou no caso, só com o George Harrison:

E que tal um pouco de Tenacious D, já que hoje eu estou em um estado de humor bizarro?

Sério, está muito frio aqui. Algum gênio deixou o ar condicionado ligado em junho.

Nome Novo, Endereço Velho

Para quem estranhou quando entrou no blog, e achou que tinha entrado no site errado, deixe-me esclarecer: sim, eu mudei o nome do blog. Queria fazer isso há muito tempo, meses na verdade. Mas ainda não mudei o endereço. Basicamente porque o WordPress acabou não tendo um recurso que eu achei que seria quase que obrigatório. Em vez de simplesmente mudar o endereço do meu blog, eu preciso criar um blog novo, transferir todo o conteúdo para lá, e deletar este aqui. E o que acontece com todos aqueles acessos e links que redirecionam para cá? Ora, eles se dissipam no maldito éter.

Então eu vou manter o endereço velho por enquanto. Ao que parece, existe uma maneira de usar dois endereços diferentes ao mesmo tempo para o mesmo site, mas eu preciso pagar para isso, então ainda vou pensar se vale a pena. E caso eu acabe mudando de endereço, ainda vou tentar deixar este blog aberto por alguns meses, para que todos tenham a chance de entender o que aconteceu.

Sim, eu sei, nenhum post interessante essa semana, mas o que raios você quer? Eu estou trabalhando.

A Importância do Twitter

É interessante como a idéia de ócio criativo é muito relativa. Eu passei 4 meses sem fazer absolutamente nada depois de terminar o Ensino Médio, e ainda assim curiosamente essa foi a época em que eu menos escrevi no blog. Mas por outro lado, toda vez agora que eu tenho um período de intervalo no meu trabalho, eu começop a escrever um rascunho de post novo no bloco de notas. Chega quase a ser irônico, porque isso significa que para eu ter um ócio criativo ele precisa estar no meio de uma jornada de trabalho cansativa. Ócio ininterrupto não é criativo, é vadiagem.

Tendo dito isso, deixe-me explicar melhor como minha vida está, para preparar o plano de fundo para o argumento. Basicamente, eu trabalho no Serviço de Atendimento ao Cliente de uma provedora de internet local. Sabe quando a sua internet cai, você liga para a operadora, e é atendido por um daqueles caras que você tem vontade de encher de porrada? Então, um deles sou eu. Prazer.

É interessante como você começa a ter uma visão mais ampla de uma situação quando você tem a chance de participar dos dois lados. Basicamente, toda a raiva que eu tinha dos caras de Serviço de Atendimento da minha companhia telefônica, do meu provedor de internet (que não é o mesmo para o qual eu trabalho) e semelhantes, simplesmente evaporaram. Sabe por quê? Porque eu agora também sei quais são as regras que eles seguem, sei como funciona o sistema por dentro, o que significa que eu tenho mais conhecimento da imagem completa. Sim, soa um pouco como se eu fosse facilmente manipulável, mas acredite, você só pensa isso porque não passou pela mesma experiância. Eu te desafio a trabalhar como balconista de lanchonete durante alguns meses e depois ousar xingar o cara que pôs por engano 2 colheres a mais de açúcar no seu café do que você pediu.

Mas mudando de assunto, eu estava querendo há algum tempo falar sobre o que eu realmente acho sobre o Twitter. Veja bem, eu tenho um Twitter, e uso regularmente. Posso não ser tarado como alguns dos meus amigos, que acham que devem colocar cada leve pensamento no site, resultando em 100 twittadas por dia. Mas ainda assim eu tento não passar mais de 4 ou 5 dias sem escrever alguma coisa lá, mesmo que seja algo totalmente inútil. Mas esse é exatamente o problema. O Twitter é popular, mas praticamente tudo que é publicado nele é totalmente inútil. Ou você vai me dizer que você nunca se interessou em saber a que horas o Marcelo Tas ia almoçar, a Grazi Massafera ia fazer compras, o Jô Soares ia largar um barro? (para sua própria sanidade mental, não tente visualizar esta cena)

E quem já tentou levar o Twitter a sério sabe que ele não foi criado para isso. A idéia do Twitter era basicamente ser a nova ferramente de divulgação de informações. Quando aquele avião caiu no meio do Rio Hudson, as pessoas que acessavam o Twitter ficaram sabendo disso antes mesmo que os redatores de telejornais e programas de rádio pudessem se mexer. A idéia do Twitter era que não existe melhor meio de comunicação do que o povo. E você pode ver que algumas pessoas ainda tentam fazer isso, como escritores divulgando seus novos livros, jornais dando manchetes de reportagens importantes (com o link em seguida, porque não dá pra receber muita informação de um acordo político ou um julgamento de assassinato ou um lagarto carnívoro gigante saindo do mar em apenas 140 caracteres) e políticos fazendo propaganda de suas campanhas, um item que eu realmente dispenso.

Mas comparem esse pequeno grupo com a quantia massiva de pessoas que só querem se exibir e seguir outras pessoas exibidas, e você verá que o propósito original do Twitter já sumiu completamente. Hoje em dia, o que nós queremos não é mais descobrir o que está acontecendo de relevante ao redor do mundo. Não senhor, o que nós queremos é apenas chegar ao número X de seguidores, ou então ter a satisfação de ver a pergunta que mandamos para uma celebridade ser respondida diretamente por essa celebridade, em vez de apenas por uma secretária contratada para fingir que sabe detalhes da vida pessoal e profissional desses caras (ou dessas caras, uma expressão que eu sempre achei que devia ser válida, embora “cara” seja um substantivo masculino).

É claro que, sendo um bom hipócrita, eu escrevo muitas inutilidades no Twitter, sigo meus ídolos, e vivo mandando mensagens para eles e esperando ansiosamente pela resposta. Mas ainda assim, eu costumo twittar sobre as atualizações no meu blog, sobre notícias legais que achei na internet, e sobre novidades no mundo dos games, que afinal é uma área da qual eu gosto de falar bastante. Então, sem querer parecer convencido, um bom perfil do Twitter é aquele que consegue balancear fatos relevantes com coisas do dia-a-dia, interessando assim tanto os fofoqueiros quanto aqueles que gostam de estar sempre informados.

Então, se você tem uma conta no Twitter, meu caro, contribua. Coloque coisas legais de se saber, novidades da sua cidade, coisas que até quem não te conhece goste de ler, mesmo que você não seja famoso. Ou simplesmente volte a escrever “OOOOOOIIIIIIIIEEEEEEEE GENTEEEEEEE, ACORDEI!!! Como vcs tão?? Ontem eu tive uma #Ressaca_Monstro KKKKKKKLOLROFLMAOOMG”. Eu queria realmente me lembrar quem era a celebridade que tinha twittado “Acordei. 90% dos meus seguidores acabaram de pensar ‘Foda-se'”.

Prazos, Trailers Forçados e Outras Coisas

Se você costuma acessar este blog com frequência, já deve saber que prazos não são algo com que eu me relacione bem (comentários sobre eu ainda não ter escrito como foi minha viagem para o Prêmio Escola Voluntária podem muito bem ir se danar, eu estou há meses perseguindo a desgraçada que fugiu com as fotos do evento, e se ela estiver lendo isto que fique claro que eu digo “desgraçada” só pelo humor, porque eu não acho realmente isso, e adoraria conversar amigavelmente, e aproveitar a chance para deixá-la inconsciente, pegar as malditas fotos e sair correndo). Eu costumo começar a escrever uma análise ou um post semanas antes de publicá-lo, porque no meio do processo de escrita eu resolvo procurar material na internet para construir melhor meu comentário, e acabo ficando perdido do mar de informações completamente irrelevantes, mas que são tão legais de se ler que não consigo parar (muito obrigado, TV Tropes).

E por isso, em vez de estudar e fazer redações atrasadas. eu estou aqui, preso na internet de novo, como um daqueles personagens do Farenheit, que era totalmente hipnotizado pela televisão e não conseguia entender que existiam outras coisas a se fazer na vida, como ler bons livros. Só que o problema é que eu também posso ler livros NA internet, o que ferra ainda mais o sistema.

Mas o caso é que eu estou navegando na web enquanto ouço à trilha sonora do Kdabra, e realmente acho que seria interessante falar a respeito do assunto. Se você não sabe, Kdabra é o nome de uma nova série de TV da Fox que tem como protagonista o ator que fazia o Diego no Rebelde (um homônimo do qual eu não tenho absolutamente nenhum orgulho). Mas, se você tem uma TV a cabo, com certeza já sabia disso, porque o que eu quero comentar aqui é como a TV a cabo é praticamente tarada na questão de fazer propaganda de novas séries (não, eu não vou comentar sobre como a série com certeza é podre, porque se você é brasileiro e tem um cérebro totalmente funcional, você sabe que qualquer produção televisiva latino-americana que não seja um telejornal e/ou não seja da TV Cultura e/ou não tenha o Marcelo Tas é obrigatoriamente pútrida). Eu não estou exagerando, o programa só vai estrear nesta semana, mas os trailers já estão passando há mais de 5 meses. Leia o resto deste post

Ode aos Azarados

Sabe, eu nunca consegui entender direito como é que algumas pessoas conseguem ter uma sequência bizarra de acontecimentos mais bizarros ainda acontecendo em um intervalo de tempo mínimo. Será possível que o meu dia-a-dia é tão sem graça, ou eu simplesmente sou aquele cara que só escreve sobre os acontecimentos bizarros das outras pessoas, o biógrafo que fala sobre vidas interessantes para se ausentar do fato que a vida dele é chata como o inferno e ele precisa de fatos legais para não bater a cabeça com força na quina da porta?

Seguindo a segunda linha de raciocínio, eu achei que seria interessante comentar que meu amigo Lucas é boçalmente, estupidamente, tão-intensa-que-a-maioria-das-pessoas-vai-achar-que-isso-é-inventado-e-sinceramente-eu-não-as-culpo-mente azarado. E também foi amigo o suficiente para escrever a história do dia dele e me enviar por e-mail. “Bem”, eu pensei, “isso certamente me poupa muito trabalho”. Oh deuses, como eu queria estar certo. Conhecendo o Lucas como eu conheço, eu devia ter previsto que o texto teria mais erros de escrita do que se tivesse sido feito por uma secretária irlandesa colocando no papel literalmente tudo que Hitler ditava tentando desesperadamente falar português, e resultando em um híbrido monstruoso de português com alemão e os sons estranhos que os irlandeses soltam depois de beber muita cerveja, onde aqui e ali se podia encontrar a escrita do sotaque horrendo de um anão bigodudo que resolveu destruir meio mundo simplesmente para compensar o fato de que ele próprio não podia ser alto, loiro e de olhos azuis para o seu namorado emo.

Desculpe, eu perdi minha linha de raciocínio.

Mas, finalmente, depois de algumas duras e penitentes horas editando tudo com um trator que tivesse motosserras no lugar de rodas, eu consegui algo que pudesse ser inteligível. Então, em homenagem a todas as pessoas que têm dias interessantes, ainda que terríveis, lá vai:

Eu sou azarado, acho que já descrevi os eventos dos últimos dias para todo mundo, mas eu sou repetitivo, então você que se dane.

Anteontem o dia foi péssimo, eu tinha que pegar o material para esse trabalho, e sabe quando tudo dá errado?

Eu tenho uma filosofia, quando voce erra o ônibus, é sinal de que você vai ter um dia terrível, nunca conheci alguém que pegasse o ônibus errado e subitamente descobrisse que ele para num stripclub gratuito,ou que esse ônibus em específico viaja no tempo e que a última parada é o fim dos tempos, já ouvi de um cara que pegou um ônibus espacial errado, mas ele só orbitou por algumas horas, e possivelmente perdeu o último episodio de Friends (e lembrem, não tinha DVD naquela época, raios, não tinha nem tv).

Em todo caso, ônibus errado=azar.

Pois assim que eu pensei “(Palácio do ) CATETE! EU NUNCA PASSO PELO TIETÊ INDO PRA FACULDADE!!!!” e saltei do ônibus, começou a chover, e faltava “ohmeudeusohmeudeusohmeudeus” 1 hora pro prazo de eu pegar as coisas acabar, eu não sabia onde estava, e não tinha onibus fácil (Maldita São Paulo e sua ausência de mototáxis).

Resumindo, todo molhado eu peguei um táxi (sem grana), fui até a faculdade (oh deuses, o trânsito O TRÂNSITO!!!!), peguei o material, queimei a língua (tinha um táxi me esperando, não tem como beber o leite com calma), pulei no táxi, TRÂÂÂÂNSITOOO (nesse ponto eu cheguei aos 40 reais, estou dizendo, eu sentia dores físicas nesse ponto). Chega na faculdade, entrega material, conversa com os responsáveis (e o táxi me esperando, eu quase chorava), volta pro táxi, caça bancos, MALDITO BANCO FECHADO!!! (58 reais) BANCO ABERTO!!!! (62 reais e 80 centavos). Na verdade estou exagerando, depois dos 50 reais eu morri por dentro e fiquei insensível.

Aí volto pra casa e resmungo do meu dia terrível pra minha tia, que graciosamente me lembra que ela ia me dar carona, e por eu não ter avisado a ela que eu não precisava de carona, ela não saiu com as amigas. Por minha causa. Pelo menos ela me pagou uma pizza depois.

E eu fui dormir pensando, oh bem, nada mais pode dar errado, raios, agora que esse dia estúpido acabou vou até tomar um gole de Fanta UvAAAGGHHH (nesse ponto a garrafa estorou, me sujou e sujou toda a cozinha e louça que eu tinha lavado).

Sério, a garrafa estava na geladeira há horas, ela só explodiu em mim por que em algum lugar do multiverso, tem alguém tirando um prazer extremo disso.

O bom é que assim que o dia acabou meu azar acab… oh não, não tinha acabado. Leia o resto deste post

IT’S OVER NINE THOUSAAAAND!!!

Ah, caramba, eu queria fazer esse post há meses. É idiota, curto, e não é original. Mas eu senti que simplesmente não podia perder a oportunidade.

Antes de ir ao ponto, uma atualização nas novidades. Como eu disse no último post, eu arranjei um emprego. Isso, junto com o meu cursinho pré-vestibular, está acabando com o meu horário livre, fazendo com que meu tempo para jogar, ler, assistir filmes e escrever análises das três coisas seja quase zero. O que não significa muita coisa, afinal eu já não postava com frequência antes, mas naquela época é porque eu estava jogando, assistindo e lendo muitas coisas, e não escrevendo a análise de nenhuma. Ou seja, é praticamente uma inversão de papéis. Oh, a ironia.

Mas não é um assunto tão preocupante, porque eu costumo ter uma ou duas horas quando chego do trabalho, tempo suficiente para escrever uma das muitas análises que deixei pendentes. Então eu espero conseguir tempo e iniciativa para publicar toda semana, com uma frequência regular, e já que estou sonhando acordado eu também quero uma mochila a jato para voar até o núcleo do sol e sobreviver.

Mas tendo dito isso, vamos ao ponto central. Enquanto escrevo este post, meu contador de acessos avisa que o blog chegou aos 9100 acessos. Se você gosta de procurar vídeos populares na internet, provavelmente já deve saber o que isso significa. Hehehe. Use seu poder de percepção. Isso mesmo, leitor, é mais de 9000.

Ou talvez eu deva dizer…

IT’S OVER NINE THOUSAAAAAAAAND!!!!!!!!!!

Obrigado pelos acessos!

Cabeçalho Novo e Análise de Percy Jackson e o Ladrão de Raios Publicada

Alguns observadores mais atentos podem ter reparado que a imagem de cabeçalho do blog mudou. Estava na hora de colocar uma imagem que expressasse mais o conteúdo do blog. Até o fim do ano, é possível que o nome do blog e o endereço também mudem, mas não vamos nos apressar por enquanto. Ainda mais porque estou sem idéias para um nome novo, e as sugestões que tenho recebido de amigos vão de mal a pior, como por exemplo O Anal (de análise, e nada além disso).

Mudando um pouco de assunto (o assunto implora para ser mudado), há uma nova análise, sobre o filme Percy Jackson e o Ladrão de Raios, baseado no livro de mesmo nome. Leia a análise aqui.

Sobre a Análise de Spore

Algumas pessoas (dentre elas meu amigo Yuri) me criticaram por causa do modo como analisei Spore. Disseram que estava muito incoerente. Segundo essas pessoas, eu comecei a análise demonstrando um profundo ódio pelo jogo, para no final simplesmente falar que ele era OK.

Mas esse é exatamente o problema com Spore. Ele é OK. Ser OK é mais do que suficiente para uma noite de sono, ou para um banho, ou até mesmo para um jogo comum, que não inove em nada e só queira divertir. Mas Spore é um jogo feito para inovar. Jogos feitos para inovar não podem ser apenas OK, eles têm que ser memoráveis, têm que ficar nas mentes dos jogadores pelos anos que virão. Ser OK nesse caso é praticamente a mesma coisa que ser uma droga.

Mas eu recomendei Spore de qualquer forma, e sabe por quê? Porque por mais que eu tenha detestado ter minhas expectativas frustradas, eu ainda me diverti muito com ele. Spore é bom, sim, mas não chega nem perto de ser tão bom quanto o prometido. Ainda assim, é mais do que o suficiente para te entreter durante algumas semanas.

E uma coisa que não me decepcionou nem um pouco foi a ferramenta de criação, especialmente a de criaturas. É impressionante como você pode fazer o bicho que vier na sua cabeça, e o jogo ainda conseguir fazer com que ele pareça natural, mesmo quando tem um nariz onde o pé deveria estar. Por exemplo, veja uma das minhas criaturas, o Willywig:

Creation Detail

Tem outras versões dele, como uma onde ele está com uma roupa mais industrial, mas acho que essa é mais fácil de entender.

Ou a criação do meu amigo Lucas, o Ravie:

Creation Detail

Obs: se você quer fazer algo ainda mais estranho, saiba que existe uma atualização no site do jogo que permite que você faça criaturas assimétricas.

Entendeu o que eu quero dizer? Existe muito potencial nesse jogo, sim. A idéia perfeita está lá, mas ela foi simplificada ao ponto de perder todas as nuances. Mas como eu disse na análise, é provável que a próxima versão do jogo resolva adicionar alguns detalhes mais complexos, abrindo todo um novo leque de possibilidades, como aconteceu com SimCity ou The Sims. Afinal, você se lembra de como era o primeiro The Sims? Sem nenhuma expansão? Lembra como era interessante, mas enjoava muito depois de um tempo? Então, é basicamente a mesma coisa. The Sims 2 expandiu muito a idéia, e The Sims 3 conseguiu adicionar detalhes que tornaram o jogo muito mais rico e interessante, e portanto é na minha opinião o melhor dos três.

Ah, e antes que eu me esqueça, também estou escrevendo a análise de The Sims 3. Até!

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