Top 11 Filmes de 2013

Yaaay, outro ano chega ao fim, e com ele chega também a vontade de fazer um lista de top 10 filmes do ano (ou top 11, neste caso). E pra variar, dessa vez eu superei os meus níveis massivos de procrastinação e realmente escrevi o maldito post.

Eu acho válido deixar avisado que, em primeiro lugar, essa é uma lista inteiramente subjetiva, envolvendo tanto os filmes que me divertiram mais, quanto os que eu acho que foram mais relevantes no contexto do ano (tanto em questão socio-cultural quanto em questão de mercado cinematográfico). Em segundo lugar, naturalmente, eu não tenho tempo para acompanhar tudo que sai. É bem possível que Capitão Phillips, A Herança de Mr. Banks, O Lobo de Wall Street e 12 Anos de Escravidão sejam as maravilhas que todos estão falando, mas eu preciso restringir essa lista a coisas que eu tenha assistido. Enfim:

11. The Day of the Doctor

Ok, ok, eu admito, eu fiz uma lista de 11 em vez de 10 só para que eu pudesse trapacear e colocar isso aqui. Mas de certa forma, The Day of the Doctor foi um episódio de série exibido em uma escala totalmente diferente do comum. centenas de cinemas ao redor do mundo inteiro exibiram o episódio ao mesmo tempo em que ele estava passando na televisão, e não houve uma única sala de projeção que não tenha lotado naquele dia. Nem mesmo séries de maior calibre, como Breaking Bad ou Game of Thrones, conseguiram mobilizar multidões do jeito que esse episódio especial de cinquenta anos de Doctor Who conseguiu. Então, ele merece uma homenagem especial na minha lista.

10. Spring Breakers: Garotas Perigosas (Spring Breakers)

O simples fato de este filme estar na lista já é praticamente uma prova de sua qualidade, porque eu desprezo o diretor Harmony Korine desde que eu tive que perder uma hora e 20 minutos da minha vida assistindo ao seu filme anterior, Trash Humpers (cujo conteúdo faz jus perfeito ao nome). Então eu não tinha a menor intenção de pegar leve com esse filme quando fui assistí-lo. Mas no fim das contas, é impossível negar o impacto que ele tem. Para os que não assistiram, é basicamente Bling Ring, só que com mais colhões para tomar riscos no que mostra na tela. Assim como Bling Ring, é uma dissecação da mentalidade completamente retardada da obsessão por consumismo e rebeldia das Gerações Y e Z.

Mesmo tendo gostado, eu coloco ele bem baixo na lista, porque eu reconheço que ninguém além de um estudante ou crítico de cinema poderia gostar dele. Este é um filme assumidamente de arte, e que só conseguiu a repercussão que teve porque, numa tentativa de acentuar a crítica, entrou nas salas de cinema durante a época das férias nos Estados Unidos, se mascarando como um filme que glorificasse justamente o tipo de postura que ele critica. E com isso, ele arrastou milhares de estudantes universitários para as salas de cinema, em uma das trolladas mais bem sucedidas dos últimos anos.

9. Por Detrás do Candelabro (Behind the Candelabra)

Um filme sobre Liberace, estrelado por Michael Douglas, com um romance entre ele e Matt Damon, dirigido por Steven Sodenbergh. Se isso não é o suficiente para te convencer a ver, eu não sei o que é. Sodenbergh continua a tradição de explorar algo completamente diferente a cada filme que faz, e de ainda assim sempre conseguir um filme bom como resultado. É um drama sólido, extremamente bem atuado, e o relacionamento amoroso de Douglas e Damon é extremamente convincente.

A única coisa levemente bizarra é a maquiagem de Matt Damon, depois de um certo ponto do filme, que supostamente deveria nos convencer que ele fez uma cirurgia plástica para ficar parecido com o Liberace. Mas o resultado é tão estranho, que ele não parece nem o Matt Damon, nem o Liberace, nem o Michael Douglas. Ele parece mais com o Dolph Lundgren do que qualquer outra pessoa.

8. Círculo de Fogo / Elysium (Pacific Rim / Elysium)

Eu vou trapacear de novo e colocar Círculo de Fogo e Elysium juntos na lista, porque em um mercado que está ficando estupidamente saturado com adaptações de HQs e livros bestsellers infanto-juvenis, remakes de clássicos dos anos 80, e continuações, é surpreendente que dois Blockbusters que não são baseados em nenhum material tenham conseguido ser aprovados, e é algo que precisa ser estimulado para manter o mercado fresco.

Quanto a Círculo de Fogo, ele entrega exatamente o que promete. Eu entrei no cinema esperando ver um filme de ação e aventura divertido sobre robôs gigantes socando Kaijus, com a marca registrada de estilo visual de Guilhermo del Toro, e foi exatamente isso que eu obtive. Isso pode soar como desejar muito pouco, mas em uma indústria que conseguiu ferrar completamente o filme do Cavaleiro Solitário e transformá-lo no filme do Johnny Depp Fazendo Palhaçada Enquanto o Cara Que Devia Interpretar o Cavaleiro Solitário Fica Chupando o Dedo Até os Últimos 10 Minutos do Filme, um filme que entregue exatamente o que promete já é uma conquista por si só.

E quanto a Elysium, eu nunca fui tão fã de Distrito 9 quanto a maioria das pessoas. Eu sempre achei que o estilo de mocumentário era desnecessário, e por volta do terceiro ato era tão sem sentido e sem contexto que chegava a ser um detrimento para o filme. Eu esperava ver um filme de Neil Blomkamp que não se apegasse a esse tipo de artifício, e com isso veio Elysium, que continua a tradição de pegar uma mensagem social óbvia e fazer um filme de ficção cientítifa como analogia, dessa vez falando sobre a imigração mexicana ilegal nos Estados Unidos, em contraste com o Apartheid de Distrito 9. Ele é perfeito? Não. O melodrama da história de vida do personagem de Matt Damon é desnecessário. Mas a estética do filme é genial, e Wagner Moura e Sharlto Copley roubam completamente a cena, no que foram duas das minhas performances favoritas do ano. Eu sei de pessoas que acharam as performances deles a pior parte do filme, mas eu achei que o estilo camp ajudou a deixar os personagens muito mais marcantes.

7. O Hobbit: A Desolação de Smaug (The Hobbit: The Desolation of Smaug)

Sim, existem ainda mais coisas nesse filme que não existiam no livro. Sim, as cenas claramente poderiam ser muito mais curtas do que são. Sim, mesmo que os filmes fizessem um minuto por página de livro, ainda assim dava para ter terminado essa história em dois filmes. E sabe o que mais? Eu não dou a mínima. Desde criança, meu cérebro sempre foi curto-circuitado para amar o visual da fantasia medieval. Por mais que minha veia de ficção científica favorita seja o Steampunk, ainda assim não tem nada que supere o nerdgasmo que eu tive quando vi as forjas dos anões em Erebor, os píers de Laketown, as estátuas gigantes em volta da Montanha Solitária, as passagens curvas da fortaleza de Thranduil em Mirkwood, as passagens cavernosas em Dol Guldur, e por aí vai. Com exceção da horrível performance de Mikael Persbrandt como Beorn (e ele irá aparecer no terceiro filme também, eu cruzo meus dedos para que esteja melhor lá), a invenção da personagem Tauriel, que não existia nem mesmo nos apêndices mais obscuros de Tolkien, e o ouro líquido em computação gráfica bizarramente artificial em uma das cenas, não teve nada com que eu realmente tivesse algum problema. Eu simplesmente me diverti do começo ao fim, e mal posso esperar pelo próximo.

E dizer que Smaug foi incrível não faz jus. O Draco de Sean Connery e a Saphira de Rachel Weisz ambos se encolhem ante a performance de Benedict Cumberbatch e a animação dos estúdios Weta. Este é o melhor dragão que já apareceu em um filme, e é um dos vilões de cinema dos quais eu nunca mais vou me esquecer. Eu não estou brincando, eu coloco Smaug em par com Saruman, Darth Vader, Agente Smith, Hans Gruber, Voldemort e Coringa.

6. Azul é a Cor Mais Quente (La Vie D’Adele)

Este é um caso interessante. Por mais que o filme seja um romance cuja grande parte da duração é usada para discutir relacionamentos, arte, filosofia e literatura, seja o vencedor da Palme d’Or em Cannes, e seja o único baseado em uma HQ, toda a atenção da imprensa foi voltada para as cenas de sexo entre as duas personagens principais do filme, e a discussão de se “aconteceram de verdade” – para referência, tendo assistido o filme, eu diria que, a menos que as duas atrizes tivessem sido feitas em computação gráfico, discutir esse tipo de coisa nem se aplica mais – e indica um dos principais problemas que as pessoas tem com arte em geral. Ninguém acha estranho quando alguém explode um carro de 200 mil dólares em alta velocidade para uma cena de ação em um filme de James Bond, ou quando Jackie Chan se pendura de verdade de um prédio na frente da câmera, muitas vezes se machucando de verdade em nome do entretenimento do público, mas a ideia de que duas pessoas adultas possam fazer algo muito mais natural e trivial também em nome do filme ainda é considerado tabu o suficiente para atrair toda a atenção. Em parte porque é basicamente a linha tênue que separa os filmes “de respeito” dos filmes “adultos”, e em parte simplesmente porque a nossa sociedade é maluca assim.

Seja como for, é desapontador ver esse tipo de clima pairando em cima do filme. Sim, você pode fazer todas as piadas que quiser sobre o filme fazer sucesso com os adolescentes, que vão estar dispostos a “aturar” discussões filosóficas para poder assistir oba-oba, mas fazendo essas piadas, você também está reduzindo e menosprezando o filme em geral. Basicamente, a razão pela qual as cenas de sexo são tão intensas e íntimas é porque o filme inteiro é intenso e íntimo. As longas conversas que fazem o filme alcançar as três horas de duração servem para construir a personalidade das personagens, a fotografia do filme não se incomoda em ficar sempre próxima e pessoal para poder acrescentar peso às performances, e quando chega um momento emocional, e a personagem Adèle chora, o visual dela é o oposto simétrico do “choro sexy” que é o padrão de Hollywood. Quando ela está chorando, ela não parece uma modelo que teve um conta gotas pingado do lado do rosto. Ele parece um ser humano chorando. Ser explícito nesse tipo de coisa, para depois ser “moderado” e cortar para preto quando o sexo começasse, não seria só errado, seria desonesto para com o tom do filme em geral. Azul é a Cor Mais Quente é o melhor romance do ano, uma execução perfeita da história de duas pessoas que são atraídas por paixão e têm seu relacionamento destruído pela rotina. É um filme sobre como a paixão define e destrói essas duas personagens. E reduzir tudo isso a comentar sobre as cenas de sexo é, no fim das contas, obsceno (trocadilho não intencional).

5. A Viagem (Cloud Atlas)

Esse talvez possa ser considerado como um filme de 2012, mas ele só foi lançado no Brasil em janeiro, e é a minha lista e eu faço o que quiser. A Viagem foi adaptado de um livro que muitos consideravam infilmável, e o resultado pode ter sido um pouco difícil de acompanhar (não que isso seja um problema hoje em dia, quando A Origem e Primer ambos são sucessos nos seus círculos), mas o fato de que o filme no geral funciona não é só admirável, é praticamente um milagre dos poderes da edição.

Existem paralelos que podem ser traçados com o filme Intolerância de D. W. Griffith, e infelizmente, o mais evidente deles é que os cineastas estimaram que o público era mais inteligente do que realmente é, e por isso muitas pessoas ignoraram as qualidades do filme porque disseram que ele era muito confuso. E isso sem contar as críticas de segregação racial por existirem atores caucasianos que passam por asiáticos em certas partes do filme, algo que indica um caso severo de completamente perder o ponto do filme, visto que toda a ideia do filme era sobre reencarnação e como no fundo todos são iguais, e como a maquiagem funcionava nos dois sentidos, visto que Halle Berry virou branca em trechos do filme, e outros personagens também tiveram mudanças bruscas de aparência. Mas deixando de lado o rancor que eu tenho, me resta apenas recomendar o filme, porque é muito bom e merece uma recepção melhor do que teve.

4. Django Livre (Django Unchained)

Eu realmente preciso explicar esse? Outro filme que tecnicamente saiu no ano passado mas que está nessa lista por decisão unânime de todas as uma pessoas que escrevem nesse blog, Django já caiu no conhecimento popular há tanto tempo que é apenas redundante explicar o porquê de eu gostar dele. Resta apenas dizer que eu considero como um dos melhores filmes do Tarantino, superado apenas por Pulp Fiction, e em par com Bastardos Inglórios. Yeah.

3. Heróis de Ressaca (The World’s End)

Não existe quase ninguém que entenda de comédia (pelo menos, de boa comédia) que não conheça pelo menos um dos três filmes da trilogia do Cornetto. Todo Mundo Quase Morto virou um ícone do cinema de humor, reintroduzindo o humor britânico para o resto do mundo, que não tinha prestado muita atenção em nada pós-Monty Python. O filme seguinte da trilogia (que só é chamada de trilogia por ter a mesma equipe envolvida, visto que nenhum dos filmes tem ligação um com o outro além do titular Cornetto, que aparece por uma fração de segundo em cada um), Chumbo Grosso, não fez um impacto mundial de mesmo porte, mas ainda é sólido, divertido, com um roteiro perfeitamente construído, e mantém o estilo de montagem hiperativo marcante do diretor Edgar Wright.

E com The World’s End, veio o desfecho dessa parceria entre Simon Pegg, Nick Frost e Edgar Wright, e pode ser praticamente considerado o fim de uma era na carreira deles. Não que eu ache que eles têm algum sinal de estar entrando em decadência, muito pelo contrário. Eu estou ansioso para ver aonde cada um deles vai a partir de agora. Mas eu sempre vou me lembrar destes três filmes como algo especial, como uma combinação de talento, esforço, criatividade e paixão por entreter que raramente se vê hoje em dia nos filmes de comédia.

2. Frozen: Uma Aventura Congelante (Frozen)

Não deixe que os trailers horrivelmente genéricos te enganem, Frozen não é só a melhor animação do ano, é a melhor animação que a Disney lançou em anos. Durante a maior parte de 2013, eu estava nostálgico pela variedade de animações lançadas em 2012, desde as superestimadas, como Valente, até as realmente boas, como Detona Ralph e Frankenweenie, passando pelas que eram simplesmente ok mas divertidas de assistir, como A Origem dos Guardiões, Hotel Transilvânia, dentre outros. E embora 2013 tenha tido uma leva de filmes decentes e de filmes divertidos, como Os Croods, Universidade Monstros, Tá Chovendo Hambúrguer 2 e Meu Malvado Favorito 2, nenhum deles realmente se destacou para mim como sendo muito acima da média. Todos eram divertidos, e eram bons, mas nenhum era ótimo. E com o adiamento da exportação para o Ocidente do mais recente filme do Estúdio Ghibli (e último filme de Hayao Miyazaki antes dele se aposentar como diretor), parecia certo que eu não ia ter um destaque em animação no ano. Mas aí, quando o ano está praticamente fechando, Frozen passou por fora do radar de todos e de repente fez um impacto gigantesco e completamente inesperado.

Não duvide do que todos os críticos estão falando quando dizem que esse é o melhor filme da Disney desde O Rei Leão e A Bela e a Fera, porque é tudo verdade. É um filme extremamente atual, que traz as histórias clássicas da Disney para o zeitgeist do século XXI. Ele é tudo que Valente quis ser e falhou em conseguir. E se analisarmos ele no espectro dos últimos anos, juntando Detona Ralph e Enrolados no contexto, e analisa como a maioria do time criativo que costumava trabalhar na Pixar começou a se mudar para a Disney (fazendo com que o charme especial nativo da Pixar tenha praticamente evaporado nesses últimos anos), é bem possível que a Disney esteja entrando na sua Segunda Renascença (para saber mais sobre a Primeira Renascença da Disney, clique aqui).

O filme tem uma ótima história, ótimos personagens, e um tema implícito e usado como base que eu prefiro não discutir aqui para evitar spoilers. E as músicas também são excelentes, com a melhor delas, “Let It Go”, carregada de significado sobre assumir as próprias escolhas, de um jeito que provavelmente remeteria a algumas abordagens de X-Men. É uma música que é quase garantida de ganhar todos os prêmios ao longo do ano que vem. Quanto impacto ela fez, você pergunta? Atualmente, a música já foi mais escutada online do que “O Ciclo sem Fim”. Sério, escute a letra, veja a evolução da linguagem corporal e da aparência visual da personagem, e me diga se essa não é a melhor alusão sobre assumir a própria sexualidade que já foi posta em um filme infantil:

1. Gravidade (Gravity)

A partir de hoje, toda vez que eu ouvir alguém dizendo que computação gráfica é ruim e estraga a criatividade nos filmes, eu vou esfregar a cara dessa pessoa no pôster de Gravidade até conseguir ralar fora todo o esnobe. Gravidade não é só lindo visualmente, ele é incrível em construção dramática, tem um design de som de tirar o fôlego, e é o filme perfeito para o uso dos longos planos-sequência de Alfonso Cuarón. E o que o destaca acima de Avatar, Aventuras de Pi, e todos esses filmes que tem um aspecto técnico forte e nada mais, é que Gravidade sabe que precisa ter uma história boa para poder acompanhar esses elementos.

2013 foi um ano marcante em tudo relacionado a espaço. A Curiosity passou um ano inteiro na superfície de Marte, a Voyager finalmente deixou o sistema solar, e é justo que esses eventos fossem homenageados por algo marcante na cultura popular relacionado a espaço. Tenso o suficiente para provavelmente estragar com alguns sonhos de crianças em virar astronautas, Gravidade não só é o melhor filme do ano, é um dos melhores filmes de ficção científica dos últimos tempos. Não tem nada que ele faça de errado, e é simplesmente muito bom. Muito. Muito. Bom. Bom. Muito. Bom. Muito. Muito.

Bom.

E essa é a minha lista. Se você concorda comigo e quer acrescentar algo, ou se você discorda de mim e quer me mandar ameaças, escreva nos comentários abaixo. E feliz ano novo.

Sobre diegolomac

O cara que fez o blog que você provavelmente está lendo agora.

Publicado em 31/12/2013, em Análises, Filmes, Pessoal e marcado como , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Daniel Rangel Guedes

    Diego, tu já viu Gummo e Mister Lonely do Harmony Korine? São muito legais!

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: