2012

Bem, como eu já disse aqui no blog, eu fiquei há algumas semanas em São Paulo, para o fechamento do 9º Prêmio Escola Voluntária. Entre os eventos que fomos ver, estava o filme 2012, do diretor Roland Emmerich (que também dirigiu 10000 A.C. e O Dia Depois de Amanhã).

Agora, antes de começar a analisar o filme, eu quero deixar uma coisa bem clara para nossos leitores mais fanáticos:

O mundo não vai acabar em 2012. Todos estão fazendo essa arruaça porque essa é a data em que o calendário maia termina. Em nenhum lugar está escrito que isso simboliza o fim do mundo. Por que os maias não podem ter simplesmente se cansado de  ficar olhando para as estrelas? Afinal de contas, para que alguém quer saber os eventos astronômicos de tantos séculos à frente de seu tempo? Talvez a margem de erro das previsões estivesse se tornando grande, e por isso eles resolveram parar. Não havia nenhuma razão possível para que os maias quisessem continuar um trabalho tão inútil para a civilização da época. Eles simplesmente disseram “que se dane”, largaram o calendário no chão e foram para uma noitada com os amigos. E é só. Se você realmente acha que tem algo a mais, como um grande profeta no topo de uma pirâmide maia dizendo que os deuses vão descer do céu e fazer um grande julgamento final, então você precisa de uma ajuda profissional, colega.

Acho que isso exemplifica melhor o que eu estou falando:

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Ok, agora que já esclarecemos isso, vamos passar para a parte que realmente interessa:

Antes que vocês perguntem qualquer coisa: Não, o Cristo Redentor afundando não é uma parte importante da história, ele só aparece brevemente em uma televisão num bar.

Agora, vocês provavelmente devem estar esperando que eu critique a história, diga que ela não tem sustância, e que por isso o filme não é envolvente. Mas se querem saber, eu gostei bastante do filme. Sinto muito, mas se você queria me ver “cair matando” como eu fiz com Overlord II, então acabo de te decepcionar.

Ok, ok, eu admito, a história é uma droga. Basicamente, o Sol criou neutrinos mutados, que estão virando uma partícula desconhecida, a qual (magicamente) atravessa a crosta da terra e vai até o núcleo, esquentando-o drasticamente, o que, além de esquentar o planeta como um todo, torna o movimento das placas tectônicas descontrolado, assim como deixa ativos alguns vulcões há muito tempo adormecidos, como o de Yellowstone. No meio de toda essa confusão, está Jackson Curtis (John Cusack), um escritor que precisa dar um jeito de salvar a família da total destruição, levando-os para barcos gigantes que o governo construiu. O único problema é que a entrada para os barcos custa 1 bilhão de euros por cabeça.

"Será que eu consigo 1 bilhão de euros pelo meu notebook?"

Eu não vou contar como ou se ele consegue entrar nos barcos, mas acho que já deu para vocês perceberem que Jackson e sua família só aparecem para que o filme possa dizer que tem alguma história, em vez de apenas explosões para todos os lados. Não é como se realmente desse para nos relacionarmos emocionalmente c0m os personagens, o máximo que podemos ter é uma leve simpatia, por imaginar como seria se estivéssemos na mesma situação. Mas novamente, o personagem principal de qualquer filme-catástrofe é a própria catástrofe. Então vamos nos focar nela por alguns minutos.

Agora, eu assisti o filme em um cinema com Blu-Ray, e tenho que admitir: foi lindo. Eu sempre critiquei o Blu-Ray por achar um desperdício de tempo e dinheiro, afinal um DVD já consegue armazenar filmes muito bem, e eu pessoalmente nunca precisei de algo melhor. Bem, depois de assistir a esse filme, admito que minha opinião… continua a mesma! Eu ainda acho que Blu-Ray é uma mídia inútil, é mais uma transição do que uma nova tecnologia, porque todos sabemos que daqui a alguns anos ele vai ser posto de lado, visto que tudo passará a ser online, na idéia do Cloud Computing. Mas ainda assim, eu devo admitir que, em matéria de efeitos especiais, o Blu-Ray conseguiu me conquistar. E o fato de este ser o filme com mais efeitos especiais dos últimos tempos, mesclado com a alta qualidade do Blu-Ray, produziu cenas que vão ficar na minha memória.

O fato é que muitos desenvolvedores de efeitos especiais buscam a intensidade, e acabam se esquecendo que efeitos visuais estão lá para serem vistos. Está escrito no nome, visuais. Infelizmente, esses desenvolvedores fazem cenas frenéticas de ação, onde a câmera não fica na mesma tomada por menos de um centésimo de segundo, além de se mexer tão rápido que tudo que vemos é um borrão (será que eu ouvi “cenas de luta de Homem-Aranha 3”, pessoal?), o que pode até dar uma sensação mínima de velocidade, mas tira toda a graça da computação gráfica, que é tentar reproduzir fielmente o que custaria bilhões na vida real. Ou trilhões, no caso de afundar a costa oeste dos EUA.

Que é exatamente o que eu queria comentar aqui. Como eu disse, muitos artistas de CG (computação gráfica) fazem tomadas rápidas, ou para dar um falso senso de agilidade, ou para disfarçar um efeito malfeito. Agora, a cena de Los Angeles afundando no mar é algo totalmente diferente disso. Vejam:

Uaaaaaaaauuuuu...

Esta cena dura cerca de 20 segundos no filme. Você fica olhando a cidade afundar lentamente, enquanto nossos heróis fogem de avião. E isso sem contar as cenas que vem antes, como o avião tentando sair de uma fenda na terra, enquanto o metrô pasa voando por cima deles e explode na parede do lado, e os prédios vão caindo pela fenda, ao redor dos mocinhos. Em momento algum há um movimento rápido de câmera. Em momento algum há uma tomada muito rápida. Porque não é necessário. Só o terror de ver todas aquelas pessoas e construções afundando na terra já é intensidade mais do que suficiente.

Voar, voar... Subir, subir...

E essa é só uma das muitas cenas em que isso acontece. Eu poderia mencionar a erupção do vulcão de Yellowstone…

Sim, eu sei que isso é surreal, mas você quer diversão ou não?!

A tsunami sobre o Himalaia…

Todo mundo que viu o trailer conhece essa cena.

E por aí vai.

Frase Final: Se você gosta de filmes-catástrofe ou de ação em geral, vá ver esse filme agora; mas, se você quer um filme com uma boa história, onde seja possível ter um elo emocional com os personagens, então sinto muito, pois o cinema está em baixa nessa parte ultimamente.

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  1. olha, este filme baseia na realidade que vai acontecer em breve, ele traz bastante mentira.. mas para enganar ficticiamente como em outros filmes.. mas o contexto é inexprimivelmente verdade, nao ha duvidas que los angeles vai afundar, ela é a cidade mais hipocrita que existe, ela traz toda imundicie para os outros paises… ela vai afundar por causa do seu pecado… e em breve isso vai acontencer…

  2. Nossa eu gostaria de assistir 2012 mas toda vez que vou n locadora não tem o filme…e não acho na inernet!!
    @ff’
    ninguem merece manoo!!

  3. independente se sera no ano de 2012 ou não.. Los Angeles afundara… O Profeta de Deus disse, e esta selado no céu o oque foi dito por Willian Marrion Branham.porem o espirito de Deus usou-lhe.

  1. Pingback: Análises Novas para Matar o Tempo « Diego Machado: A recompensa está no fazer.

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