Left 4 Dead 2

Games que se focam na experiência multiplayer tem muito pouco direito de possuírem continuações na minha opinião. A não ser que você esteja fazendo um remake vários anos depois do original – e não haja nenhuma maneira possível de usar os visuais antigos sem parecer extremamente preguiçoso – eu costumo argumentar que todos os detalhes novos podem ser acrescentados a partir de patches e conteúdo extra para baixar.

“Mas Left 4 Dead 2 mudou sua opinião a respeito?”, você pergunta.

Bem, eu acho que é uma exceção à formula! Assim como o primeiro jogo provou que não é preciso usar os outros jogadores em uma experiência multiplayer para conseguir aproveitar bem o game, Left 4 Dead 2 consegue expandir o próprio conceito de uma continuação que – HAHA, eu só estou te enrolando. É uma porcaria feita pra ganhar dinheiro.

Left 4 Dead 2 continua exatamente no mesmo cenário do primeiro jogo, um apocalipse zumbi. Agora, existem outros 4 protagonistas: O Tio Phil de Um Maluco no Pedaço, o Caipira Incrivelmente Estereotipado, o Suposto Garanhão Mestre em Jogos de Azar que Soa como um Metido, e a garota, e sendo o sortudo que sou, quando tentava entrar em uma partida online eu sempre acabava controlando ela.

Além disso, existem novos zumbis: o jogador de futebol americano, o idiota irritante que te arrasta para o meio do perigo, e a coisa incrivelmente feia – ao ponto de parecer que beijou uma broca de parede ligada – que cospe ácido.

A nova família completa.

Se minha análise está soando incrivelmente suscinta, é porque não tem nada para falar a respeito. A maioria das outras adições são em tornar o jogo mais sangrento, com membros decepados, sangue espirrando na tela, etc – e a adição de armas de combate corpo-a-corpo, como katanas, bastões de críquete e beisebol, guitarras, e é claro, motosserras, que provavelmente já foram mais usadas em jogos/filmes/quadrinhos de zumbis, do que para aquilo que foram criadas. Mas no fim a utilidade do corpo a corpo só é existente quando o número de zumbis é pequeno e todos vêm de uma única direção, porque se você ficar balançando sua vareta pateticamente enquanto uma horda inteira morde sua bunda depois de você levar um banho de vômito de Boomer, poderia simplesmente ficar sentado esperando os zumbis comerem sua cara, digerirem e irem para casa. Eu não vou explicar o resto da mecânica do jogo, eu considero isso um insulto à sua inteligência. Minha análise do primeiro Left 4 Dead não foi a lugar nenhum. Leia ela e volte aqui depois.

*musiquinha de elevador*

Terminou? Pronto, Left 4 Dead 2 é mais disso.

Também existem novos cenários, a maioria agora de dia, mas tirando essas adições pequenas, o jogo ainda é basicamente o mesmo. O jeito estabelecido por Left 4 Dead não foi alterado, e tudo que está ali a mais é praticamente cosmético.

Ainda assim, o jogo fez com que Left 4 Dead ficasse interessante novamente, ao ponto de eu jogar por mais algumas horas. Se você não tem o primeiro jogo, é mais aconselhável deixar ele de lado e comprar o segundo. Mas embora seja tudo muito divertido, eu não posso deixar de ter a sensação de que a Valve está nos enrolando. Onde está o Half-Life 2: Episode 3, Gabe Newell? Agora que Duke Nukem Forever foi anunciado definitivamente, a franquia de Gordon Freeman vai passar a levar todas as piadas de lentidão, se vocês não fizerem alguma coisa logo!

Frase Final: Se você conseguiu entender a referência ao Tio Phil você sinceramente precisa ver menos televisão.

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