Cogs

Quebra-cabeças sempre foram uma paixão minha. Desde pequeno eu me juntava com a família para montar imagens feitas de 300, 400 peças, e ficávamos dias procurando onde diabos estava a peça que faltava para completar a imagem do veleiro, tigre ou o que fosse, até descobrirmos que alguém tinha derrubado a tal peça no chão e a empregada tinha jogado fora por engano. Eram bons tempos.

Depois que cresci, eu desenvolvi um pouco mais essa habilidade, e agora sou capaz de montar aqueles quebra-cabeças em 2 dias completamente sozinho (supondo que nenhuma peça seja perdida, o que raramente acontece). Também gosto de Cubos de Rubik, não que algum dia eu tenha conseguido solucionar um inteiro. Mas o fato é que quebra-cabeças são algo muito pouco explorado em video-games, o que é uma pena, porque é uma área que permite que enigmas tenham uma interatividade muito maior, e que muitas vezes seria impossível na vida real.

E é por isso que eu quero falar hoje de um jogo de quebra-cabeças com temática Steampunk para PC, Xbox 360 e iPhone, chamado Cogs.

É um jogo independente, não tem uma capa nem nada do tipo, então vou simplesmente colocar uma figura do menu principal.

Cogs basicamente usa a mecânica dos quebra-cabeças de peças quadradas, onde você deve usar o buraco livre como forma de movimentá-las para formar a figura certa (não há um nome próprio para isso em português, mas em inglês é “sliding puzzle”, ou “quebra-cabeças deslizante”).

Como esse por exemplo.

O objetivo de cada fase de Cogs é geralmente fazer com que um “mecanismo” funcione. Você pode precisar fazer com que um relógio rode a uma determinada velocidade, ou uma máquina voadora decole, ou ainda uma caixinha de música comece a tocar.

Existem várias fases, o suficiente para entreter durante vários dias. Não é o tipo de jogo que você vá ficar vidrado durante horas seguidas, mas é o tipo de jogo que você casualmente vai querer usar pra relaxar depois de um dia estressante, ou simplesmente para provar que você consegue pensar bem o suficiente para resolver todos os níveis.

E são muitos níveis. Cinquenta no total.

E acredite, você vai ter que pensar muito em alguns quebra-cabeças. Os piores são aqueles que tem dois lados, porque você precisa mexer em um sem misturar o outro, o que é praticamente impossível.

Se tem uma coisa que irrita em Cogs, é o sistema de pontos. Em um jogo comum, terminar um quebra-cabeça significaria acesso imediato ao próximo. Porém, Cogs mantém uma contagem do número de movimentos e do tempo que você leva para resolver cada fase, e dá uma pontuação baseada nisso. Você não pode jogar as fases seguintes enquanto não tiver acumulado o número de ponto necessário. Às vezes isso não é um problema, principalmente no começo do jogo, quando todos os quebra-cabeças são fáceis, mas pode ser algo extremamente estressante mais para a frente, quando você precisa ficar encarando as peças durante minutos para ter uma vaga idéia do que fazer, o que já acaba de vez com sua pontuação baseada em tempo, e depois com a de movimentos, visto que quase nunca sua primeira tentativa de solução estará certa.

cogs02.jpg

É um pé no saco ter que conseguir mais estrelas, acredite. Mas vale a pena no fim.

Existem três modos de jogo: o Inventor, o Desafio de Tempo e o Desafio de Movimentos. O Inventor é o modo padrão, onde você joga com o objetivo primário de completar a fase, tentando (mas não sendo obrigado, embora precise disso para desbloquear as outras fases) conseguir uma boa pontuação. Se você conseguir completar uma fase nesse modo, ela será habilitada nos dois modos de desafio. Nesses, conseguir resolver o jogo dentro de um limite não é opcional. O Desafio de Tempo te dá 30 segundos para resolver cada fase, independentemente da dificuldade dela, e o Desafio de Movimentos costuma dar um limite bem baixo também, embora varie bastante, e nele o quebra-cabeça fique bem simplificado para facilitar as jogadas.

Resolva isso em 10 movimentos.

A menos que você seja uma daquelas aberrações que consegue solucionar um Cubo de Rubik em menos de 1 minuto, eu recomendo que você só jogue o Desafio de Tempo se realmente precisar de pontos extras. Mas o Desafio de Movimentos é bem interessante, porque exige que você sempre pense vários passos à frente, planejando bem sua estratégia, como no xadrez.

Já me acostumei com essa tela.

É, eu também nunca fui muito bom em xadrez.

Frase Final: Por que diabos os fabricantes das máquinas do jogo já não as constroem direito, em vez de deixar tudo misturado?

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