Projeto Icarus – Bioshock Infinite

É interessante como você pode se tornar algo que sempre se detestou se não tomar cuidado. Me deixe te explicar o conceito de um fanboy: fanboys idolatram um livro/filme/jogo/etc a um ponto extremo, mas chegam a levar isso a um patamar doentio. E não existe nada pior do que escutar um fanboy na hora de fazer uma continuação para a sua obra. Fanboys são idiotas que colocam a obra em um pedestal, e nunca, NUNCA vão ficar felizes com nenhuma alteração que você faça. Eles querem segurar a obra e fazer carinho dar banho e impedir que ela seja machucada por esse mundo feio e malvado. O quanto antes você calar a boca deles, mais feliz você ficará.

Do que eu estava falando? Ah sim, o novo Bioshock.

A produtora Irrational Games, que nunca consegue decidir o próprio nome direito, anunciou há algum tempo sobre o Projeto Icarus, o nome em código para o novo game que eles estavam desenvolvendo. Agora, foi revelado que esse jogo é na verdade um terceiro Bioshock, Bioshock Infinite, que dessa vez não se passa na cidade submersa de Rapture, mas sim na cidade voadora de Columbia.

Veja o teaser trailer:

Eu assisti isso, e qual foi a primeira coisa que pensei? “Eles tiraram a história de Rapture, agora vão estragar tudo”. Foi aí que luz vermelha com sirene começou a piscar, e eu senti vergonha de mim mesmo.

Me deixe afastar do tema principal novamente para explicar o que faz uma boa sequência não só para um game como para qualquer obra audiovisual ou de literatura. Uma boa continuação é aquela que usa a fórmula do original para expandir as fronteiras e apresentar novas experiências, enquanto uma continuação ruim coloca o original em um pedestal, se recusando a alterar qualquer coisa (mesmo as que estão claramente imperfeitas), como se fazer isso fosse algum tipo de blasfêmia.

Eu já joguei uma boa parte de Bioshock 2 (talvez faça uma análise em breve, não sei) e posso afirmar que ele é na maioria uma continuação ruim. A maioria das pessoas diria “se você gostou do primeiro, você vai gostar deste, porque é mais do primeiro”, mas eu não acho que isso seja totalmente verdade, porque Bioshock não precisava de continuação, ele tinha uma conclusão muito satisfatória, e fazer qualquer coisa como sequência só diminui o efeito artístico do original e o transforma em um simples produto capitalista (uau, que profundo).

Ainda assim, houve algumas mudanças que me deixaram razoavelmente satisfeito. O combate ficou mais polido (permitindo alternar entre armas de fogo e plasmids mais rapidamente), foi possível andar pelo leito do oceano (o que dava alguns visuais muito bonitos e calmos, criando contraste com as lutas dentro de Rapture), e proteger as Little Sisters se tornou uma das mecânicas principais do jogo (o que foi uma gigantesca bosta, mas ao menos eles tentaram originalidade).

E agora, temos cidade voadora com muito mais steampunk (e se você lê esse blog com frequência é obrigado a saber o quanto eu sou tarado por steampunk), inimigos totalmente novos, novos poderes, nova trama para ser desvendada sobre a criação da cidade, etc. Eu sinto que teremos um bom jogo pela frente. Vamos rezar para que não seja o mesmo tipo de intuição completamente errada que eu tive com Spore.

Ah, e eu mencionei que provavelmente vai ser lançado ao mesmo tempo que o filme do Bioshock?!

Sobre diegolomac

O cara que fez o blog que você provavelmente está lendo agora.

Publicado em 16/08/2010, em Games, Mundo, Pessoal, Vídeos da Internet e marcado como , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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