Vuvuzelando a Coréia do Norte

Jogo da Copa, yay! Tenho que ficar trabalhando enquanto quase todos os outros foram pra casa, boo!

Eu suponho, em retrospecto, que eu devia ter previsto que não ia ser tão ruim assim. Eu não estou trabalhando em dobro. Aliás, acho que nem pela metade. Porque apesar dos meus colegas terem ido embora assistir o jogo, eu tenho que me lembrar que quase todo mundo também está assistindo, ocupado demais para ligar reclamando da internet. Na verdade, acho que hoje está ainda mais calmo do que nos fins de semana e feriados – sim, eu trabalho em alguns fins de semana e feriados, mas eu já não tinha vida social antes disso mesmo, então não faz diferença.

Já que eu tenho tempo livre, e enquanto eu tento reunir força de vontade pra terminar de escrever a análise de Príncipe da Pérsia, me deixe comentar uma coisa. Quem foi o bastardo que inventou a vuvuzela? Eu ODEIO o som dessa porcaria. Eu juro que vou enfiar essa merda pela garganta abaixo do próximo idiota que assoprar uma perto do meu ouvido. E só de imaginar como é estar na África do Sul, ouvindo trinta mil delas ao mesmo tempo, eu sinto um desejo súbito de correr a toda velocidade contra uma parede.

Aliás, me expliquem por que decidiram fazer a bola dessa Copa (a tal de Jabulani) mais leve do que o normal. Quem foi o imbecil que pensou nisso? A bola teve aquele peso por anos, acho que até décadas, e de repente vocês querem chamar todos aqueles jogadores experientes de retardados e mandar que eles aprendam praticamente tudo do zero? Eu digo isso porque metade da meia dúzia de pessoas que está aqui no trabalho está vendo o jogo, e eu já ouvi elas justificarem umas cinco vezes o erro de um lance com a frase “é porque a bola é muito leve”. Viu, não é preciso um maldito cientista para ver isso, Fifa, já está sendo apontado por habitantes de uma cidade de fim de mundo que fica do lado de outra cidade de fim de mundo lar de romeiros babacas.

Aliás, já que estou falando do jogo que está acontecendo agora, me expliquem qual é a graça de ganhar um jogo de futebol contra a Coréia do Norte, quando não tem nenhum torcedor da Coréia do Norte para tirar sarro. Um time de um país que vive em Ditadura, e que tem um atacante que é também violinista, não pode ser nada além de uma piada. Sim, eu admito que jogadores cultos são um achado, mas eles não são jogadores cultos, são cidadãos cultos que por acaso foram chamados para jogar, sem preparação, e eu tenho a forte impressão que se o Brasil fizer a besteira de perder esse jogo eu vou me sentir bem idiota.

Ok, de volta ao trabalho.

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Sobre diegolomac

O cara que fez o blog que você provavelmente está lendo agora.

Publicado em 15/06/2010, em Mundo e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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