O Gato de Schrödinger

Sabe, eu ouvi um amigo uma vez me contar sobre a teoria do gato de Schrödinger. Na época, eu achei que não passava de uma idéia estranha para explicar a física quântica, que é algo mais estranho ainda. Mas agora faz muito mais sentido.

A teoria é assim: imagine que você coloca um gato dentro de uma caixa, com comida, água, e uma cápsula de veneno, que pode (ou não) disparar em um momento randômico. Então, você fecha a caixa e sai para dar uma volta. Tecnicamente, como você não sabe se a cápsula disparou até que a caixa seja aberta, o gato pode ser tido como vivo e morto ao mesmo tempo.

Essa teoria foi formulada por Erwin Schrödinger para tentar explicar ao povo o funcionamento da mecânica quântica, mas pode ser expandido para um conceito maior do que esse: a vida.

Sim, porque a vida é feita de escolhas. Cada escolha que nós fazemos pode ter resultados tanto bons quanto ruins. Mas até que tal escolha seja feita, podemos considerar ambos os resultados, por mais que as evidências apontem para um deles.

Infelizmente, às vezes o resultado ruim acontece. E quando esse é o caso, chega o momento da nossa vida em que precisamos ser mais maduros e lidar com as consequências. Nunca as lições que aprendemos pela vida são mais levadas em conta e mais postas em prova do que quando precisamos consertar nossos próprios erros.

E eu não estou dizendo isso como se eu tivesse feito escolhas certas e/ou reparado meus erros. Oh, não senhor. Eu cometi uma quantia medonha de erros durante a minha vida, e não consegui corrigir a maioria deles. Esses erros vão ficar marcados para toda a minha vida. Não é o tipo de situação facilmente reversível. Na verdade, eu nem mesmo sei se é reversível. Só o que eu sei é que eu fiz escolhas ruins, e minha vida está constantemente mudando por causa disso.

Mas sabe o que é mais instigante? Eu quero errar. Eu sei quando uma escolha tem alta probabilidade de acabar mal, e ainda assim eu persisto. Sabe por quê? Porque eu estou tentando. E é isso que importa. Por mais que algumas escolhas acabem mal para mim, se eu não as fizer eu nunca vou entender como a vida funciona. E aí eu nunca vou amadurecer.

Mas talvez a vida rode em volta da incerteza. Na minha opinião o Universo não é regido por regras abstratas: não há regras. O que há são somente nossas escolhas e ações, e as repercussões que elas têm nas nossas vidas e nas dos outros. E é isso que realmente importa.

Sobre diegolomac

O cara que fez o blog que você provavelmente está lendo agora.

Publicado em 28/07/2009, em Filosofia, Pessoal e marcado como , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. A ser discutido.

  2. Os acertos chegarão por certo.

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