Algo que tenta ser um website respeitável e falha miseravelmente

Ok, eu nunca cheguei a explicar, então vocês provavelmente devem se perguntar por quê eu parei de escrever análises de filmes e passei a escrever só as de games. Bem, em primeiro lugar, eu nunca consigo escrever a análise sem ter que falar uma grande parte da história, e acabo inevitavelmente estragando surpresas. Em segundo lugar, enquanto ainda é possível escrever análises de games um ou dois anos depois deles saírem e ainda ser lido, quando você escreve uma análise de filme você é praticamente obrigado a publicar na semana de estréia, porque depois disso ninguém mais se interessa. E eu não sou bom em lidar com prazos.

Mas com Gigantes de Aço eu não tive muita escolha. Eu fui assistir o filme em uma pré-estréia duas semanas antes do lançamento nacional (pessoalmente eu estou surpreso que o cinema da minha cidade tenha feito isso, porque eu já disse que moro no cu do mundo) na véspera de um feriado, então eu tive tempo mais do que suficiente para escrever. E é praticamente impossível estragar surpresas desse filme (leia a análise antes de tirar conclusões baseadas nesse comentário).

Leia a análise aqui.

OK, antes de mais nada, lembra daquele post que eu fiz há algumas semanas falando sobre os caras do Extra Credits? Bem, eles arranjaram emprego no Penny Arcade TV, então a partir de agora você pode ver os vídeos deles aqui: http://www.penny-arcade.com/patv/show/extra-credits. E se você liga para videogames em qualquer plano de existência, você é praticamente obrigado a assistir isso.

Enfim.

Eu gosto de Star Wars. Eu gosto de tudo desde o barulho dos sabres de luz até o rosto sem expressão e ainda assim estranhamente intimidador do Darth Vader, passando pelos grunhidos do Chewbbaca e as frases sábias do Mestre Yoda. Sim senhor, a trilogia antiga do Star Wars é um clássico.

E aí veio aquele idiota do George Lucas e estragou tudo.

Não, eu não estou falando só da trilogia nova, eu admito sim que ela no geral é uma porcaria, mas ainda tem seus momentos, especialmente a luta entre Yoda e Imperador Palpatine (e eu juro que se alguém defender a criação do Jar Jar Binks como um personagem realmente divertido eu vou me enforcar com meu próprio intestino). O que eu estou reclamando é o fato de George Lucas não se cansar de mudar as cenas da trilogia antiga todas as vezes que faz uma remasterização nova. E eu acho que agora ele acabou de fazer a pior de todas.

Você se lembra da cena no final de “O Retorno de Jedi”, onde o Vader resolve ajudar o Luke e joga o Imperador no poço? Era um momento climático do filme, e um momento onde tudo finalmente era solucionado. E a parte mais incrível é que Vader não dizia nada. Ele só ficava lá, parado, olhando o Imperador eletrocutar Luke, seu filho, e olhava de um para o outro, tendo um debate interno, até finalmente decidir fazer a coisa certa e acabar com o Imperador de uma vez por todas. O grande tchans da cena está na falta de diálogo.

Até agora.

Na nova versão remasterizada para Blu-Ray, a cena foi editada, e inseriram um grito de “NÃÃÃÃÃÃOOOOO!!!!” feito pelo Vader que é completamente estúpido. Lembra no final de “A Vingança dos Sith”, quando o Vader gritava “não” por causa da mulher dele ter morrido? Já era idiota lá, e continua aqui. Eu suponho que o George Lucas queria justificar a existência daquele grito fazendo com que ele passasse a ser recorrente.

Aqui, olha só:

Sinceramente, eu estou cada vez mais convencido que a trilogia original foi tão boa desse jeito por puro acidente. O George Lucas claramente não tem a menor noção do que fez os filmes antigos dele serem bons, e ele faz questão de continuar mexendo neles, estragando mais e mais sua obra-prima. É deprimente.

Bem, mudando um pouco de assunto dentro do departamento “gritos idiotas”, eu assisti ao último filme do Harry Potter mês retrasado, e reparei novamente em algo que fica aparecendo desde o quinto filme: o grito do Voldemort.

Você sabe do que eu estou falando. Toda vez que o Voldemort lança um feitiço, ou está com raiva, ou faz praticamente qualquer coisa que requer esforço, ele solta um gemido que eu só consigo escrever como “NNNNNYAAAAAAAAAHHHHH!!!!”

Por exemplo:

(E isso é só no trailer do último filme, o filme em si tem ainda mais)

Não é ameaçador, não tem nada a ver com o personagem, só é cômico. Eu ainda não entendi o propósito disso, mas no último filme estava tão frequentemente que eu sinceramente perdi a conta de quantas vezes ele soltou o grito.

Erm, yep. Isso é basicamente tudo que eu tenho pra postar.

Ah, pera, tinha essa tirinha relacionada:

Comic #30

Tchau.

Ignorando o fato que o trocadilho do título só faz sentido se você tiver conhecimento razoável de inglês, aqui está a análise de Just Cause 2. Eu não tenho muito mais a falar sobre o jogo, afinal já comentei sobre ele uns tempos atrás, neste post aqui. Aproveite.

Nova análise publicada, do jogo The Saboteur. Leia aqui.

Será que meu gosto com roupas é tão estranho assim? Eu realmente gostaria de ter um casaco de chuva e boina combinando igual ao protagonista desse game.

Vamos lá, admita, você também gostou.

Enfim, aqui está o esquete do Hitler do Monty Python, porque eu não consegui pensar em nenhum outro vídeo de humor do Youtube relacionado a nazismo que valesse a pena colocar.

Boa semana.

Leitores frequentes do meu blog sabem que eu sou apaixonado por videogames. Eu os vejo como uma nova forma de arte (uma que ainda está nascendo e portanto precisa de mais exploração para ficar refinada), e gosto de promovê-los para que um dia sejam tão difundidos quanto cinema ou literatura.

O que provavelmente poucos costumam lembrar é que eu sou um aspirante a designer de games também. Tenho algum conhecimento de programação e costumo brincar com programas de design de games como Game Maker, Unreal Development Kit, e Unity. Ainda não cheguei a fazer algo que mereça atenção mas pelo menos eu aprendo um pouco.

O caso é que um designer de jogos precisa de mais do que apenas saber programar e prototipar um game.  Você precisa (especialmente se planeja fazer um jogo pequeno e sem mais ninguém na sua “equipe”) saber um pouco de psicologia, para projetar o cenário de uma forma que faça o jogador saber intuitivamente para onde ir. Você precisa prestar atenção aos detalhes que criem um mundo próprio, e precisa saber caracterizar esse mundo e os personagens que vivem nele (no caso isso é um pouco mais a função de um roteirista, mas novamente, eu estou supondo que você está fazendo tudo sozinho, ou que pelo menos supervisiona o projeto inteiro).

No geral, existem muitos livros caros falando sobre esses assuntos, e é um pouco difícil saber qual é o melhor. Felizmente, existem dois caras que fazem vídeos para ainternet e falam muito sobre o assunto: James Portnow, designer de games profissional, e Daniel Floyd, animador na subdivisão do Canadá da Pixar. Juntos (e com a ajuda da ilustradora Allison Theus), eles criaram uma série de vídeos no YouTube chamada Extra Credits, que você pode ver no canal http://www.youtube.com/user/kirithem .

Mas então, os vídeos ficaram muito populares, e o grupo acabou sendo contratado pelo site de jogos Escapist Magazine, o mesmo que contratou o crítico de jogo Ben “Yahtzee” Croshaw, do qual eu já falei aqui antes. Então os outros vídeos foram para nesta página aqui http://www.escapistmagazine.com/videos/view/extra-credits .

Agora, antes de entrar na próxima parte, eu quero dizer que todos os vídeos deles são o máximo, e que você deveria ir ver agora. Eles são interessantes até mesmo para que só gosta de jogar games mas nunca quis virar um designer. Para pessoas que querem virar designers, como eu, é uma verdadeira mina de ouro. Eles falam sobre quais as habilidades que um bom designer precisa, o que faz um bom game de terror, como tratar se assuntos como diferença de opção sexual e integração social em jogos, como adaptar gêneros de games ao novo mercado online de microtransações como os games de Facebook, etc, etc.

Mas enfim, recentemente eles tiveram um monte de problemas com o site, porque aparentemente não estavam sendo pagos, e a ilustradora do grupo teve um problema no braço e precisava fazer uma operação para não perder completamente a capacidade de desenhar, e aí o site falou que tinha enviado todo o pagamento atrasado mas não enviou nada, e James e Dan angariaram fundos pelo Rockethub para pagar pela cirurgia, e o site disse que aqueles fundos pertenciam a eles por questões legais, etc, etc, e foi uma bagunça geral. Eu ainda não consegui compreender quem estava errado nessa história, mas se você se interessa em ler esse tipo de coisa, está tudo resumido aqui.

Mas enfim, com isso eles acabaram decidindo sair do site e voltar ao YouTube. Por alguma razão mudaram de canal, então os vídeos novos agora estão em http://www.youtube.com/user/ExtraCreditz .

E basicamente é isso. Divirta-se vendo todos os vídeos, tem material suficiente pra você ficar assistindo por uns dias. Agora se me dá licença,  vou voltar a jogar Terraria.

Nova análise publicada, de Alan Wake. Leia aqui. Não tenho muito mais o que dizer, além que estou prestes a entrar de férias e então pode ser que eu ponha em dia as análises que estou devendo. Ênfase na parte do “pode ser”, escrito com letras brilhantes de três metros de altura, então não venham me cobrar se não aparecer nada novo. Read the rest of this entry »

A seguir está a reprodução de uma conversa que eu tive com um amigo essa semana, e que resolvi colocar como um post enquanto não termino algum dos meus posts maiores. Eu mudei os nomes dos protagonistas para evitar constrangimento.

BATMAN: Eu tenho uma piada. Por que a galinha atravessou a fita de Möbius?

WOLVERINE: Eu não sei o que é uma fita de Möbius.

BATMAN: Bem, é uma superfície bidimensional que em teoria só tem um lado.

WOLVERINE: Isso é impossível.

BATMAN: Não não, olha, se eu pegar uma tira de papel e juntar as pontas, mas virar um lado antes de fazer a junção, e depois eu resolver traçar uma reta ao longo da fita, sem tirar a caneta do papel, eu eventualmente vou chegar onde comecei. Por que a galinha atravessou a fita de Möbius?

WOLVERINE: Por que ela era um cavalo?

BATMAN: Não, uma resposta ENGRAÇADA. (pausa) Uma galinha não é um cavalo.

WOLVERINE: Desculpa, é que eu tenho pensado muito em cavalos ultimamente.

BATMAN: Okay, por que a galinha atravessou a fita de Möbius?

WOLVERINE: Diga.

BATMAN: Não, você tem que falar direito.

WOLVERINE: O quê?

BATMAN: Você tem que falar “Eu não sei, por QUÊ a galinha atravessou a fita de Möbius”, senão a piada não funciona.

WOLVERINE: Não.

BATMAN: Por que a galinha atravessou a fita de Möbius?

WOLVERINE: Eu sinceramente não quero mais saber.

BATMAN: FALE!

WOLVERINE: (silêncio)

BATMAN: FALE!

WOLVERINE: (mais silêncio)

BATMAN: Fale ou eu vou fazer coisas que você não vai gostar.

WOLVERINE: Ah por favor não.

BATMAN: Porqueagalinhaatravessouafitademöbius?

WOLVERINE: (suspiro)

BATMAN: Porquegalitravessfitamöbius?

WOLVERINE: (silêncio)

BATMAN: Fale ou eu mesmo vou falar!

WOLVERINE: Vá em frente.

BATMAN: Por que a galinha atravessou a fita de Möbius? (pausa) Eu não sei, por QUÊ a galinha atravessou a fita de Möbius? (limpa a garganta) Para chegar do mesmo lado!

(pausa)

WOLVERINE: Você disse que uma fita de Möbius só tem um lado.

BATMAN: Você não entendeu, não é.

WOLVERINE: Não.

BATMAN: A frase “chegar do mesmo lado” é uma referência a algo conhecido, como na maioria das piadas.

WOLVERINE: É?

BATMAN: Sim, porque a piada original pergunta por que a galinha atravessou a rua, e a resposta é que foi para chegar do outro lado.

WOLVERINE: Certo…

BATMAN: Então quando você adapta para a fita de Möbius a galinha tem que atravessar para o outro lado de alguma coisa, mas ela não pode porque não tem outro lado e essa é a piada, então ria.

WOLVERINE: (silêncio)

BATMAN: Sabe, eu acho que vou anotar essa conversa e transformar em um post pro meu blog.

WOLVERINE: (suspiro)

BATMAN: Eu odeio quando você fica suspirando por causa do que eu falo.

Muita gente me mandou e-mails, mensagens de MSN ou simplesmente falou na minha frente que eu deixei muito de lado na minha lista de melhores jogos de 2010. É verdade, o ano passado teve outros acontecimentos muito interessantes. Então para complementar o post anterior (e porque eu não pensei em nada melhor para escrever) aí vai mais uma lista. Dessa vez não só de melhores, mas também de piores, de coisas importantes, e de anúncios que deixaram todos os gamers animados.

Melhor Jogo de Corrida

Basicamente essa foi a categoria que me fez escrever outro post inteiro, então é a única que eu realmente quero debater. Me deixe dizer isso logo de cara: eu tenho um problema com jogos de corrida. Eu os adoro, mas sou horrível neles. Minha pouca habilidade com jogos de corrida só é eclipsada no quanto eu sou ruim em jogos de luta como Tekken e Street Fighter. Mas eu me esforço em conseguir progredir nos jogos de corrida, geralmente só parando depois de várias horas, que é quando começa a ficar repetitivo para mim. Mas o caso é: 2010 teve bons jogos de corrida?

Bem, sim e não. O gênero teve casos muito estranhos nesse ano que passou. Os três principais lançamentos foram Split/Second: Velocity da Disney Interactive Studios, Blur, e Need for Speed: Hot Pursuit (e Gran Turismo 5 se você tiver um PS3, mas eu não tenho como dar minha opinião nele).

Cada um deles tinha grandes idéias e potencial, balanceados por uma execução terrível. Split/Second combinava carros e explosões, algo que todo fã de ação sempre sonha. No entanto, ganhar nas corridas consiste mais em sorte do que habilidade, porque por mais que você tome a dianteira, nada garante que um dos inimigos não exploda um prédio na sua cara e te mande para último lugar quando você estava apenas a 10 metros da linha de chegada.

Blur era um pouco mais estilizado e visualmente bem interessante, mas possuía poderes para derrotar os outros carros, sofrendo do mesmo problema de Split/Second, algo que eu gosto de chamar de Síndrome de Mario Kart: poderes que podem aleijar totalmente o adversário e mudar totalmente o rumo da corrida em uma fração de segundo.

Need for Speed: Hot Pursuit também possuía poderes, mas eram bem balanceados e não chegavam a causar um grande problema. Além disso, a habilidade de jogar como o policial adicionou toda um novo estilo ao jogo. Tinha tudo para ser a minha escolha para o ano.

MAS!

Por acaso você já ouviu falar em “Rubber Band AI”?

Por exemplo: Você está jogando um game de futebol. Seu time está 5 gols na frente, tem 3 minutos faltando para o fim do jogo, e você está com a bola. Sua vitória é garantida, certo?

Nnnnão. Porque de repente o time adversário controlado pelo computador é duas vezes mais rápido que você, sabe para quem você vai passar a bola, para onde essa pessoa está correndo, e manda o time inteiro marcar esse cara. Ou então um jogador adversário consegue interceptar a bola no meio do ar e dá um chute do outro lado do campo, fazendo um gol que parece simplesmente um milagre. Isso se repete, e antes que você perceba você perdeu o que pensava ser uma vitória certa.

Por que isso acontece? Quanto mais você esticar um elástico,quanto mais ele puxa. É a mesma idéia aqui, e de onde vem o termo “Rubber Band AI” (Inteligência Artificial de Elástico). Basicamente, quanto melhor que você está em um jogo, o jogo se torna mais difícil, para continuar sendo um desafio. Isso não é evoluir a dificuldade de acordo com o seu progresso no jogo, isso é fazer com que o nível em que você está fique dez vezes mais difícil instantaneamente por nenhuma razão. Em outras palavras, o computador não ficou melhor, ele simplesmente trapaceou. Esse tipo de coisa é feita para tentar aumentar a dificuldade, mas é simplesmente irritante.

E isso acontece em NFS Hot Pursuit. Aliás, isso acontece em todo Need for Speed que eu me lembre. você pode estar cinco quilômetros à frente de todo mundo, correndo na velocidade máxima e usando nitro, para ver um adversário te ultrapassando com o dobro da sua velocidade. Que inferno.

Então todos os 3 jogos acabam sendo os melhores de 2010, porque nenhum realmente se destaca.

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Ahhn… oi.

Yep, eu estou vivo. Foi uma época bem movimentada essa. Eu tive que lidar com burocracia pra me demitir do trabalho, escrevi meu relatório de estágio, fiz três provas de primeira fase de vestibular e duas de segunda fase, o meu cursinho ainda vai se estender até janeiro, e eu passei a maior parte do meu tempo livre jogando.

O que levou à situação interessante de que agora eu tenho vários jogos para escrever análises, mas normalmente prefiro jogar eles mais ainda do que escrever alguma coisa. Mas que se dane, hora de levantar a bunda do sofá, sentar na frente do computador e fazer alguma coisa menos inútil. Então é com prazer que eu apresento:

OS MELHORES JOGOS DE 2010

2010 foi um ótimo ano para a indústria de games. 2009 tinha sido completamente patético, com um número de jogos decentes tão baixo que mal era preciso se esforçar para lembra quais eram os melhores. Basicamente a culpa foi da crise econômica mundial, visto que a maioria das empresas era considerada como muito bem-sucedida se só precisasse demitir um ônibus inteiro de funcionários. Com esses cortes, vários jogos foram terminados às pressas e sem polimento (vide, por exemplo, The Saboteur), e outros foram completamente cancelados. Então é bom ver que estamos passando por uma recuperação forte.

Obs: Basicamente todos os jogos que eu colocarei aqui ainda não tiveram uma análise escrita. Talvez eu faça uma futuramente, mas não espere com muita fé por isso.

Melhor RPG

Não houve muitos jogos esse ano que realmente pudessem se chamar de RPGs. Ultimamente, as produtoras de jogos acham que se o personagem tiver que carregar vários itens, ou gastar experiência em novas habilidades, eles podem colocar “RPG” na capa do jogo em letras garrafais como estratégia de marketing. Não é assim que funciona.

Este ano, os competidores foram Fallout: New Vegas, Mass Effect 2 e a expansão Awakening para o jogo Dragon Age: Origins. Ambos são bons, no entanto, Awakening tem uma duração de, digamos, 15 horas no máximo, enquanto que New Vegas é tão gigantesco que se você realmente gosta de RPGs, pode alcançar a marca de 200 horas de jogo e ainda assim encontrar coisas para fazer. É verdade que o jogo tem mais bugs do que o estômago de um tamanduá, e você precisa de acesso à internet/Xbox Live/PSN para baixar um patch que resolva todos, mas ainda assim o jogo é bom o suficiente para compensar por essas falhas. Isso sem contar que ele retorna para a franquia Fallout o humor que não havia em Fallout 3, e a adição do modo hardcore (que faz com que você precise comer, beber e dormir frequentemente) deixa o jogo bem interessante. Mass Effect 2 também é muito bom, mas New Vegas consegue explorar mais as possibilidades de um jogo RPG. Então nessa categoria o grande vencedor é Fallout: New Vegas.

Melhor Jogo de Terror

Os três lançamentos do gênero este ano foram Silent Hill: Shattered Memories para Wii, Amnesia: The Dark Descent para PC e Alan Wake para Xbox 360. Shattered Memories é desclassificado logo de cara porque embora não seja um jogo ruim, ele não consegue asustar ninguém. Aparentemente chegamos ao ponto onde a franquia Silent Hill começou a perder o jeito.

Se você tiver tanto um Xbox 360 quanto um PC e quiser saber qual dos outros dois jogos comprar, tudo vai depender do seu gosto. Alan Wake tem uma história consistente, personagens carismáticos, um suspense muito interessante, mas embora ele dê sim algum medo, é razoavelmente fácil de suportar. Como eu não sou o tipo de masoquista que quer o coração pulando pela garganta o tempo inteiro, eu prefiro esse.

Amnesia: The Dark Descent, por outro lado, quer te assustar até a última gota. Ele já foi aclamado como o jogo mais assustador dos últimos anos, e com razão. Mas por outro lado é uma produção independente, o que significa que a empresa não teve o orçamento para  criar uma grande história ou vários personagens. Mas as llimitações técnicas podem ajudar muito no processo criativo quando se vai criar um jogo, e Amnesia é um bom exemplo disso.

Então neste caso temos um empate entre Alan Wake e Amnesia: The Dark Descent.

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Bem, aparentemente gostaram dos meus posts-prévia de Bioshock Infinite e Batman: Arkham City, e como acabou de acontecer a Penny Arcade Expo nos Estados Unidos, tem muitas outras prévias pra comentar a respeito. Vamos começar pela que mais me interessa, Portal 2.

O primeiro Portal ainda é hoje em dia aclamado por muitos como o melhor jogo já lançado na história. Design icônico e bonito, história interessante, personagens cativantes e memoráveis, desafiador e criativo. O único problema era a duração curta, de cerca de duas ou três horas, mas era curto assim por ser mais um extra do que um jogo completo, lançado junto com o resto da The Orange Box, que já continha Team Fortress 2, Half-Life 2 e os Episódios 1 e 2 do mesmo.

Portal 2, por outro lado, pega a fórmula que fez tanto sucesso e a expande com novos conceitos. Se você ainda não viu a parte single-player, aqui está um trailer com um pequeno demo:

O resto do demo pode ser visto aqui e aqui.

Mas de qualquer forma, as novidades recentes são sobre a campanha multiplayer, que é por si só um jogo completo. Não é dependente da campanha solo, não é do tipo “campanha singleplayer, mas junto com um amigo”. Nope, são quebra-cabeças completamente novos e mais complexos, que só podem ser resolvidos usando quatro portais em vez de dois.

Como no modo cooperativo é muito mais comum um dos jogadores morrer, os designers da Valve acharam que protagonistas humanos não combinariam muito com o clima, então resolveram fazer dois robôs, tornando assim os momentos com mortes mais leves, e até bem-humorados. Aparentemente, os robôs se chamarão Orange e Blue, em referência à cor de seus portais.

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Bem, uma análise a mais pra vocês: a de Left 4 Dead 2, um jogo que está oficialmente começando a ter números ao ponto de ficar idiota. Leia aqui.

Ah, e se você gosta de zumbis e de humor britânico, eu recomendo que assista o filme Todo Mundo Quase Morto.

Agora.

Por que você ainda não saiu para alugar?

Reparei que ultimamente muita gente tem acessado minha análise do jogo Arkham Asylum (SIM, EU FUI IDIOTA AO FALAR QUE O KILLER CROC NÃO ERA CONHECIDO, AGORA CALEM A BOCA), e eu acho que sei o porquê. Veja bem, a continuação de Arkham Asylum foi anunciada há alguns meses, e nos últimos dias têm aparecido muitas novidades a respeito.

O teaser trailer:

Sendo o cara extremamente respeitável e que só procura fontes confiáveis, eu fucei páginas da Wikipédia (har, har), e aqui vão algumas das coisas que já se sabe a respeito do jogo (não confie totalmente na maioria delas):

  • Se passa dentro de Gotham, em alguns quarteirões que agora funcionam como o novo centro de tratamento de criminosos;
  • O jogo será mais aberto, então além da história principal existirão missões secundárias;
  • Vilões confirmados serão o Coringa, Duas Caras, Sr. Gelado, Mulher Gato, Arlequina, Charada, Hugo Strange, Victor Zsasz, a filha do Raz Al-Ghul que eu não lembro o nome, e (possivelmente) Pinguim e Homem-Calendário;
  • O Batman já terá desde o começo do jogo todos os equipamentos que ele adquiriu no primeiro, significando que vai ter mais arsenal ainda;
  • O combate freeflow está atualizado, com novas habilidades como desviar de objetos que os inimigos jogam em você, e contra-atacar dois inimigos simultaneamente;
  • Dois novos equipamentos confirmados serão uma bomba de fumaça (para esconder sua fuga) e um receptor de rádio (para rastrear a origem de conversas, e tocar estações de rádio de Gotham);
  • O principal vilão da vez é o Duas Caras, que quer matar a Mulher Gato, a qual aparentemente será sua aliada no decorrer da história;
  • O Coringa ainda está doente e se recuperando do quanto apanhou no primeiro jogo, portanto não terá um papel tão grande quanto antes;
  • Mark Hamill (o Luke Skywalker), que dublou o Coringa no primeiro jogo e em vários outros games e desenhos da franquia, disse que essa será a última vez que ele interpretará o personagem;
  • Haverá um modo multiplayer, ainda não se sabe se será cooperativo ou um jogador versus o outro, mas há boatos de que o segundo jogador controlaria a Mulher Gato;
  • A Visão de Detetive foi alterada (ainda não se sabe exatamente como) porque os desenvolvedores souberam que a maioria das pessoas a deixavam ligada o tempo inteiro, estragando o visual do jogo;
  • A Rocksteady disse que o game já está pronto, mas eles só irão lançar no segundo semestre do ano que vem;
  • Dois movimentos novos são a habilidade de andar sobre cordas (como a fiação da cidade) e o “dive bomb” – se jogar de cara em cima dos inimigos;
  • Há vilões do game que são inimigos entre si (como Coringa e Duas Caras), e portanto será comum ver seus respectivos lacaios saindo na porrada entre si durante o jogo. Read the rest of this entry »

Novo dia, novo mês, nova análise, leia aqui.

Caramba, como tá quente. E seco. Se não chover logo acho que vou matar alguém. Provavelmente eu mesmo.

HA! Aposto que você não esperava por essa, certo? Um post nos útlimos momentos do mês? HAHAHAHAHA!

Enfim.

Leia aqui.

E Tenho Dito

Quando esse blog está com poucos posts, as chances são altas de que eu estou provavelmente perdendo tempo assistindo vídeos no youtube, de PC Siqueira a trailers de filmes. Está praticamente virando um problema. Minha consciência fala comigo mais ou menos assim (no estilo “anjo em um ombro, diabo no outro”):

Eu Bom: Hey, vamos escrever umas análises para o blog!
Eu Mau: Não! Vamos assistir maspoxavida! Mwa ha ha ha!
EU: Humm, não sei… eu meio que preciso escrever alguma coisa, só publiquei dois posts nesse mês…
Eu Mau: Mas pode aparecer um novo trailer para o novo filme do Tron a qualquer momento na internet!
EU: Uuh, tou dentro.
Eu Bom: Maldito seja, Eu Mau! Você ganhou dessa vez!

Então de qualquer forma, eu fico fuçando muitos trailers de filmes, até mesmo os velhos, que eu nunca assisti. E consegui fazer algumas obvservações. Por exemplo, eu posso confirmar que se eu tivesse visto o trailer dos filmes Evil Dead antes de realmente assistir um deles, não teria gastado duas horas da minha vida vendo algo que só é engraçado por ser incrivelmente idiota. E eu também percebi que todos os trailers de filmes desde o começo dos tempos foram narrados pelo mesmo cara.

Todo e qualquer filme, seja romance, ação, comédia, teve o trailer narrado por esse cara. O cara que soa como se tivesse passado os últimos trinta anos fumando cigarros dentro de uma chaminé industrial. Sabe, AQUELE cara. Ele até fez a voz no trailer do Evil Dead que eu vi; ele até está fazendo os trailers de filmes de terror de merda! Com os montes de filmes que saem todos os meses, pulando desesperadamente no meio do mercado para conseguir atenção, esse cara provavelmente teve uma vida REALMENTE ocupada. Eu aposto que ele até já deve ter narrado alguns trailers de filmes pornô…

“NESTE VERÃO, MONICA MATTOS SERÁ POSSUÍDA VIOLENTAMENTE POR UM ORNITORRINCO DE MOTOCICLETA! E ISSO É BASICAMENTE TUDO QUE ACONTECE!”

Eu queria ter conhecido esse cara. Não só porque ele com certeza tem contatos com todo mundo que é associado com cinema em todo o planeta. Eu queria saber o que o motiva, o que o faz narrar todos os trailers com tanta determinação. Eu queria dar uma caixa de charutos para ele de Natal.

Como trailers não têm créditos (a não ser a respeito do filme em si), eu não consegui saber o nome dele logo de cara. Eu achei que uma voz tão incrível assim precisaria ter um nome igualmente incrível, como Don Razputin Alvares, ou Ian Wellington Mc’Awesome, ou algo assim. Ele seria um homem de três metros de altura, com uma barba grossa, troncudo como uma geladeira, com dois olhos brilhantes, vestido com uma capa preta, com um ventilador embutido para efeito dramático, e usando uma bengala com uma caveira de urso no fim. Nós sairíamos juntos e ele impressionaria o público parando bandidos só com o poder de sua voz, enquanto eu fico com todas as garotas tímidas demais para se aproximarem dele.

A melhor coisa a respeito de ter o Don/Ian como amigo seria que ele consegue fazer qualquer frase soar interessante. Por exemplo:

EU: O que você vai querer, Don?
DON: EU ACHO QUE VOU ESCOLHER A SALADA DE BATATA!
EU: Droga, o garçom desmaiou de novo. Da próxima vez peça só um copo d’água.
DON: GARÇONS FRESCOS MALDITOS!
(todas as mulheres no quarteirão ficam instantaneamente apaixonadas)

Sendo o cara extremamente ocupado que eu sou, eu resolvi reservar um pouco de tempo para pesquisar mais sobre esse cara. Eu fiz pesquisas no Google! Eu folheei livros extremamente grossos sobre o assunto! Eu dancei conga com os tigres encantados de Marte! E finalmente descobri! Read the rest of this entry »

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